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Espetáculo XYZ, quando estamos todos presos em um engarrafamento

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Eu visualizei o seguinte. Comecei a analisar como é que as pessoas ficam no carro. E mesmo em Brasília, você fica preso em engarrafamento. Você não fica o tempo que você fica em São Paulo. Eu acho que é uma previsão. Daqui a pouco você vai ver que Brasília vai ficar muito apertada para a quantidade de carros. A ideia surge desse momento. Parece que você começa a viver cada vez mais dentro do seu carro.

Estão todos presos em um engarrafamento. Você vai contar para a gente como vocês fazem para sobreviver. Sexo, comida, água, necessidades básicas.

O meu personagem tem uma grande crise de identidade.

O meu personagem é uma dondoca, e como toda dondoca, não mexe o braço nem a mão para fazer absolutamente nada. Ela tem uma empregada maravilhosa que faz tudo por ela.

Tudo que se diz, ela acredita que realmente vai acontecer.

A gente escreveu um personagem que não tem dedo. Aí você fala “pô, o que o cara vai fazer numa peça de teatro? Não tem dedo. Tem que segurar o carro…”. E aí que foi a grande busca na parte física do personagem.

Paulo: Várias pessoas adoram tirar meleca no trânsito, é impressionante. Essas quatro figuras absurdas contam a história do XYZ. Quem foi que colocou, sabe? Que destino é esse? Os gregos questionavam isso. Que destino? Quem está imperando em cima desse destino? Aí aparece o autor. Tem um momento em que eles se revoltam. Tem essa discussão entre eles e aí tem um final apoteótico, que a gente não pode entregar o ouro para o bandido.”

Dezembro de 1999