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Exposição “Picasso: paixão e erotismo” com crítica do artista plástico Omar Franco

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Pablo Picasso, um dos artistas mais conhecidos de todos os tempos e de todo o mundo, nascido na Espanha, em Málaga em 1881 e falecido em 1973.

Talvez tenha sido o artista no mundo que mais produziu gravuras, desenhos, pinturas, esculturas, cartazes, cenários, e tudo aquilo que as artes visuais podem contemplar. Portanto, foi um dos artistas mais criativos, mais produtivos do século XX.

Aqui, no Centro Cultural do Banco do Brasil, os visitantes vão encontrar uma fase que seria um capítulo dessa produção. Especificamente de gravura. São 92 gravuras em técnicas de gravura em metal, linóleo, litogravura e com um desenho fantástico. Essa coleção pertence a um colecionador italiano de Milão. Irão encontrar um trabalho em que mostra a produção dele nessa área durante 50 anos. Desde o início, quando você percebe que ele ainda estava buscando um mundo novo pra explorar, o que ele fez muito bem, aqui você encontra temas do seu universo pessoal. Você vai encontrar temas dos seus sonhos e fantasias e, mais importante, o artista político que ele sempre foi. Então, especificamente, uma gravura em que ele critica o sonho do General Franco; e no momento talvez magistral da sua vida, da sua carreira, foi quando ele criou ‘Guernica’, que é um painel já bastante conhecido no mundo.

Essas gravuras aqui representam uma fração de uma totalidade de 2.200 que ele produziu dos 18 aos 90 anos. Então aqui você tem 92 exemplares que vão de algumas cópias até 100, 200 cópias de uma fase de 50 anos de trabalho intenso. E revelando um Picasso competente na composição, competente no desenho e competente em tudo que ele sempre fez. Muitos que virão vão pensar assim “poxa, mas um desenho como esse, uma gravura como essa até o meu filho faz. Só que na época, quando isso foi feito, a partir de 1919, isso era um mito. Porque as pessoas não dispunham dessa liberdade, que foi a grande matéria prima que Picasso trazia consigo. Então quando nós percebemos hoje que nós também poderíamos ter ousado num resultado como esse, nós devemos essa liberdade que pensamos que temos, a artistas do gabarito de Picasso, da sua capacidade de criação.

E ele veio desmanchar esse modelo antigo, clássico, pra construir uma nova figuração, uma nova linguagem que permite que tanto um adulto erudito como uma criança possa estabelecer uma comunicação entre o que ele pensava e entre o que ele fazia. E a verdade é que esse conceito que ele explorou é que nos trouxe essa capacidade e essa liberdade de que podemos dispor na arte hoje para fazer o que quisermos, como pensarmos, como achamos que as coisas devem ser.

Julho de 2006