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Fagner e Zeca Baleiro juntos no palco e na estrada em 2002

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Memórias do Brasil

Descrição:

Mariana Brasil: O Zeca Baleiro é um cantor da atualidade. Há 4 anos que ele apareceu para o grande público. Como é que você descobriu o Zeca Baleiro e por que o Zeca Baleiro?

Fagner: Descobri de uma maneira diferente. Descobri de uma maneira fascinante. Gostei demais do trabalho dele. E até nos encontrarmos e fazer amizade e compor foi um pulo. Esse pulo… de repente a gente já está no palco, viajando, mostrando um trabalho bastante estimulante, muito criativo.

Zeca Baleiro: Nós não somos iguais e nem ninguém no mundo é igual. Mas a gente aprende tanto com a semelhança quanto com a diferença. Eu acho até que aprende mais com a diferença. Então quando a gente se junta e vai para o palco, a gente leva toda essa bagagem de referências comuns, de dois compositores nordestinos que ouviam muito rádio, que ouviram Luiz Gonzaga, que ouviram Beatles, Bob Dylan, Jackson do Pandeiro… E que tem um trabalho que anseia ser popular e ao mesmo tempo ser inteligente.

Fagner: A maneira como eu me identifiquei com as canções, que eu canto no show, é como se fosse uma canção minha, como se fosse a canção do meu repertório. Está fantástico porque as pessoas… muita gente vai esperando os grandes sucessos mas o show está tão armado com a proposta criativa que as pessoas estão aderindo, estão entrando e a gente mistura com sucessos também. O que a gente está fazendo hoje é uma coisa que está meio sem… fomos levados por uma energia sem perceber e de repente a gente está criando um outro caminho.

Zeca: Não é igual ao show do Fagner nem é igual ao meu show. É um show do encontro né? E como tal, ele é uma coisa nova. Música não tem pátria, né? A música se sobrepõe a todas essas coisas. E afinidade realmente existe, é muito fácil compor com o Fagner, tocar com ele é muito fácil. Parece que a gente já toca há 20 anos e a gente se conheceu outro dia. Isso é afinidade, né?

Abril de 2002