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‘Fashion Inclusivo’ promove desfile de crianças especiais na rede pública de ensino

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Memórias do Brasil

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Eduardo Chauvet: Nós já produzimos muitas pautas de projetos de inclusão de crianças com necessidades especiais, crianças cadeirantes que jogam basquete via esporte, mas eu nunca tinha visto, confesso, crianças desfilando. Muita curtição, muita alegria. Como é que você analisa o resultado dessa iniciativa?

ngela Ferreira: Minha avaliação foi a melhor possível. A felicidade das crianças e das famílias foi 100%. Sem contar que o foco, o meu objetivo também é a vida acadêmica dessas crianças. E lá na escola muitas crianças já me deram retorno que eles estão muito bem em sala de aula porque a gente trabalhou nesse fashion a questão da auto estima deles.

Eu visito muitos shoppings como dona de casa, como professora, já fui em alguns fashion… E aí eu pensei “por que essas moças magras, altas e nenhuma deficiência? “De perto ninguém é igual”, como diz Caetano Veloso. E eu pensei… muitas alunas minhas magras e altas, porque não estar no mundo da moda? Um dos nossos objetivos, é trabalhar para que depois de 18 anos esses meninos vão para o mercado de trabalho.

Eduardo: Quem sabe agora você não acaba de lançar uma sementinha pra fazer com que as pessoas possam enxergar essa criança com algum tipo de necessidade especial de maneira diferente.

E hoje a gente teve alguns convidados que a gente não esperava. Administradores de outros shoppings já convidando as crianças pra um segundo fashion, terceiro talvez , nos shoppings deles.

Quando eu lancei a ideia pro grupo, o grupo achou fantástico. Uns ficaram “será que é possível?”. Nós fomos montando parcerias, convidamos algumas modelos profissionais pra orientar na questão de passarela. As crianças foram demonstrando que era possível. Muitas pessoas não vêem, mas todos esses meninos tem potencial. Falta incentivo mas a gente tá aí pra isso. Motivação.

Eduardo: Por que nesses ‘fashion weeks’ da vida, Rio, São Paulo, Brasília… por que a gente não tem essas pessoas… irmãos, somos todos irmãos… por que a gente não tem essas pessoas dividindo o espaço da passarela de igual pra igual? Fica a pergunta, né?

ngela: Isso, fica a pergunta. Por que a gente vê tanto no mundo da moda mulheres magras, altas, lindas e não vê nenhuma com uma limitação? Acho que cada um tem que fazer sua parte e a gente aqui de Sobradinho começou com essa iniciativa.

Eduardo: Mais uma pauta positiva da educação pública do Distrito Federal aqui no Programa Alternativo.

Janeiro de 2011