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Fê Lemos do Capital e o início com Renato Russo no Aborto Elétrico

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Chegou a hora de gravar um CD acústico. Muda muito o som da banda? Você acha que vai ser uma experiência interessante?

Acho que vai. A gente sempre quis fazer isso. Inclusive, quando a gente assinou o contrato com a Abril, a gente mencionou isso. É uma vontade que a gente tinha de fazer ao vivo e fazer acústico. Porque anos atrás a gente fez alguns shows em esquema acústico. Não estava nem rolando, talvez estivesse começando a rolar essa história de acústico. Depois virou até uma tradição. Todas as bandas fizeram. A gente fez e ficou muito chocante aquilo de fazer um violão, um negócio mais simples, básico, e ficou muito bonito aquilo. É uma coisa que tinha força.

O Fê foi um dos primeiros parceiros de Renato Russo, em 78, na Colina, na UNB. E um dia desses saiu uma matéria muito interessante no Correio Braziliense que fez um resumo. É uma história que nenhum brasiliense quer esquecer. Eu sei que é um pouco nostálgico mas também não tem muito a ver deixar de falar disso, né?

Lógico, foi especial. Eu acho que elementos se juntaram ali e aconteceu uma reação e que gera essas consequências até hoje. Eu conheci o Renato Russo em 78.

Eu fui em uma festa, fui convidado por um amigo, nem sabia de quem era a festa. Eu chego na festa, fui dar uma olhada nos discos, aquela coisa de bicão, que chega no lugar e “o que eu vou fazer?” Aí eu vi os discos encostados. Aí vi uns discos de punk. Eu tinha acabado de voltar da Inglaterra, eu tinha 16 anos, e falei “quem é o dono desses discos? ”. Aí era o Renato. Aí começou uma amizade que durou até ele ir embora. Mas quando a gente se conheceu a gente falou “vamos fazer uma banda”, porque ele já queria fazer uma banda há algum tempo, só que ele não encontrava pessoas para fazer essa banda. E aí ele encontra um baterista e ele tocava baixo. Aí a gente descobre que tinha um amigo em comum, o André Pretorius. “Vamos fazer uma banda então, uma banda de punk”.

Foi aí que formou o Aborto Elétrico. A gente fez nosso primeiro show em 80, em janeiro de 80. Por isso agora a gente estava comemorando 20 anos do primeiro show do Aborto. Mas em 82 o Aborto acaba e o Loro me chama para fazer um som, chamamos o Flávio, aí começa o trio que depois viria a ser o Capital. A gente viu que a gente precisava de um cantor e o Dinho estava sempre na área, ia para os ensaios, ele estava louco para cantar e tocar, já tinha formado uma banda, aí ele entrou.

Eu não largo minha Brasília não. É a minha cidade e, como baiano joga confete no baiano, a gente vai jogar confete em Brasília, porque daqui sai muita coisa boa. Graças a Deus, BSB do além.”

Março de 2000