Oops! It appears that you have disabled your Javascript. In order for you to see this page as it is meant to appear, we ask that you please re-enable your Javascript!

Fernanda Montenegro fala do filme O Outro Lado da Rua e de cinema nacional

profile

Memórias do Brasil

Descrição:

“O importante é que a gente está fazendo um filme e falando isso que nós estamos falando porque já tivemos uma triagem. Não estamos aqui falando isso aqui porque achamos que vai acontecer isso, já tivemos plateias importantes aqui e lá fora, prêmios aqui e lá fora já passamos pelo crivo de 3 mil pessoas em Recife numa sessão só com aplausos. Um resultado assim, quente da plateia, então estamos dando um parecer de que já passou por provas.

Eu acho que o momento mais importante do filme foi quando a gente se encontrou não como pessoas, compreende? Mas assim, a primeira ideia de um trabalho, já num roteiro irrecusável e com a crença absoluta de que a partir daquele roteiro o filme seria, viria com muita união com muita compreensão entre a gente.

Tudo na verdade sai do teatro, se você faz uma dramaturgia qualquer, seja na televisão ou seja no cinema, onde for, você vai buscar qualquer toque certamente no chamado teatro, então o teatro é a base. Não digo o Edson descobriu a luz, a eletricidade o diabo que for que descobriu, mas o processo de fazer histórias, contar histórias através de personagens usando atores, isso veio do teatro. Então tem, certamente, tem uns 3 mil e quinhentos anos.

Marcos Bernstein: ela fala isso, mas ela está na fase de cinema dela, a Fernanda.

Fernanda Montenegro: é mais por causa do teatro, se eu não tivesse 50 anos de teatro eu nem ia saber. De 3 a 4 anos que eu só faço cinema, parei de fazer teatro. Me acho muito esquisita não fazendo teatro.

Eu acho que é o seguinte, tem filme bom seja de que nacionalidade for vá ver. Agora se é um filme brasileiro, se está falando da sua realidade, da sua língua, das suas temáticas, é burrice não ir ver, é ignorância não ir ver.

Marcos Bernstein: depois dessa eu não tenho o que dizer, agora a gente está fazendo filmes tão bons né? Eu acho que tem provado que as pessoas estão indo ao cinema.

Fernanda Montenegro: as pessoas estão indo ao cinema justamente porque não vão prestigiar porque parece que é uma caridade, uma quermesse de porta de igreja.

Marcos Bernstein: acho que a gente tem que mudar quem ainda tem preconceito com o cinema Brasileiro, que eles estão errado.

Fernanda Montenegro: esclareçam ao amigo a pessoa que “ah que horror”, “não rapaz, vai lá vai! Dê chance mais uma vez de você ver que está acontecendo um excelente cinema.

Marcos Bernstein: o Outro Lado da Rua é uma boa oportunidade de começar.

Fernanda Montenegro: esperamos vocês nos cinemas para verem um bom filme.”

Junho de 2004