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Fernanda Montenegro fala sobre o filme Redentor

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Memórias do Brasil

Descrição:

Cláudio Torres, diretor: “Redentor” é a história de um brasileiro que não aguentou. Enlouqueceu por viver em um país onde a justiça dos homens simplesmente não funciona.

Fernanda Torres, roteirista: “Redentor” um filme surpreendente porque ele parte de uma comédia de costumes. De um filme de denúncia social com humor. E, no meio, ele é um filme bíblico. A gente queria isso. A história é da classe média mas queria contar um Ben-Hur.

Cláudio Torres: O brasileiro tem a capacidade de rir da sua própria desgraça. E o tamanho das mazelas sociais brasileiras é gigantesco, é épico.

Fernanda Torres: E tinham esses prédios desocupados com uma favela que cresceu em volta. A gente falou “ali tem um núcleo de história muito incrível”, porque tem os classe média, que compraram aqueles prédios e nunca receberam, tem os operários que trabalharam ali e nunca puderam nem receber, nem mudar para ali.

Fernanda Montenegro: “Redentor” é um filme maravilhoso. É um filme bom, é um filme de primeira qualidade, é um filme tecnicamente perfeito, com uma temática viva, com um humor acirrado, um humor não fácil, do grande humor.

Pedro Cardoso: O Groucho Marx disse que é muito fácil você ver um comediante fazer bem um papel dramático e que é muito raro você ver um ator dramático fazer bem uma comédia

Miguel Falabella (Otávio Sabóia): Isso eu acho maravilhoso, porque eu obviamente achei que ia ser comédia, com a tradição e os truques que nós aprendemos ao longo dos anos. Mas, muito ao contrário do que eu imaginei, ele veio com uma coisa muito mais interessante, diga-se de passagem, muito mais instigante para nós, acredito.

Fernanda Montenegro: É um filme que eu considero uma comédia brilhante sobre um assunto sério e com interpretações extraordinárias, principalmente do Pedro Cardoso e do Falabella, acompanhados de uma frente de atores

Cláudio Torres: Esse filme tem um elenco de gigantes. Praticamente todo mundo que abre uma porta no filme é um ator consagrado. Eu acredito que a escolha de um elenco de um filme é 80% da direção de atores de um filme. A ideia era trazer um elenco de comediantes e propor uma atuação dramática.

Fernanda Montenegro: Eu acho que o cinema brasileiro já está tão no seu espaço no coração do espectador brasileiro que eu gostaria de ressaltar isso. Não se vai mais no cinema no sacrifício “vamos ver esse filme brasileiro para ver se o som é bom, se a história é boa, se a interpretação é boa”. Eu acho que o cinema brasileiro já é cinema. Você vai ao cinema, entre tantos filmes de tantas origens, também está o brasileiro, com muita honra.

Fernanda Torres: É um filme extremamente brasileiro, mas diferente de tudo que a gente viu como cinema no Brasil. Eu diria que é um grande épico urbano brasileiro.

Fernanda Montenegro: É uma comédia hilariante. Comédia operística. Eu vejo como drama psicológico.

Miguel Falabella: É uma comédia que trilha caminhos próprios. É um filme que tem identidade.

Camila Pitanga: Que tinta que vai ficar mais? Da comédia ou do drama? Não sei, é uma incógnita boa.

Pedro Cardoso: O filme não tem gênero. Eu não sei qual é o gênero do filme

Cláudio Torres: A verdade é que o gênero desse filme é definido por cada pessoa que assiste.

Fernanda Montenegro: É um primor de filme. Eu tenho muito orgulho de estar no filme.”

Setembro de 2004