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Fernanda Torres fala da carreira em cinema, teatro e televisão

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Quando eu fui fazer essa profissão, eu tinha 13 anos. Então, eu já nem lembro o porquê, quando eu não era atriz. Recentemente eu fiquei muito arrependida. Eu falei que eu queria fazer outra coisa na vida, devia ter feito uma faculdade. Mas, não. Me atraia porque eu acho que é uma profissão que você lida com temas genéricos, você pode. Em cada peça, você explora um lado do ser humano. Cada filme você explora uma forma de viver, uma forma de ser. Então eu acho que é uma profissão que te deixa superficialmente visitar vários lugares. Você nunca se aprofunda muito mas você sabe um pouco de tudo. Eu sempre digo que ator tem que saber andar a cavalo a ponto de segurar no close, e tudo para segurar no close, então você acaba tendo que cavalgar, tendo que saber um pouco disso, daquilo… ter conhecimento geral. Então eu acho que é uma profissão boa nesse sentido.

Cinema, teatro e televisão

Eu acho que um alimenta o outro. Cinema, se você ficar fazendo um filme atrás do outro, tem uma hora que aquilo é repetitivo: marca o foco, vai o carrinho, roteiro, personagem, a locação. Então eu uso os 3 um pouco na minha vida. E também teatro… se você ficar anos no teatro tem uma hora que você não aguenta mais a falta de sol, o buraco, o público. Então, tudo tem uma hora que você não aguenta. Quando você consegue fazer os 3, um vai alimentando o outro e um vai descansando a tua cara do outro. Se está bombado na TV, aí você faz teatro. Então aí sem você parar de trabalhar, você descansa a sua cara de estar tão massivamente na TV. Aí você se renova e aí até a própria TV ou o próprio cinema te vê fazendo teatro e fala: “olha é mesmo, ela pode fazer também isso.” Então eu acho que um alimenta o outro.”

Fevereiro de 2004