Oops! It appears that you have disabled your Javascript. In order for you to see this page as it is meant to appear, we ask that you please re-enable your Javascript!

Fernando Costa Filho, arte modernista com linguagem própria

profile

Memórias do Brasil

Descrição:

“Eu sou um artista goiano. Eu tenho uma passagem por Brasília, eu sou meio brasiliense. Porque eu acho que a formação de Goiás e Goiânia se juntam muito. Isso, numa época há 20 anos atrás, Brasília era muito efervescente. Hoje é efervescente de outro modo. Mas existia o sonho, a gente tinha um sonho muito grande. Isso me estimulou muito por eu ter nascido em uma cidade moderna que é Goiânia e passado a minha adolescência em uma cidade moderna que é Brasília.

Eu sou um artista moderno, contemporâneo. Isso é estar dentro de um contexto de atualidade. A arte para mim foi sendo desmistificada. Eu pude fazer um universo de modernidade. Eu não tive uma formação clássica da pintura. Eu queria um movimento, muito ligado a dança, que é uma coisa que desde pequeno eu gosto muito da possibilidade de você ganhar espaços.

Isso me trouxe uma possibilidade de criar uma linguagem própria. Porque eu acho que o artista tem que ter a sua personalidade, sua mensagem. Isso você tem que solidificar.

Memórias. O que eu busquei na minha memória? Através de elementos, através de objetos, de brincadeiras como a roda de pião. Saíram as cores dos sonhos, da emoção.

Você fica meio preocupado se alguém não vai gostar. Porque eu estou exposto aqui né. É como se abrisse o seu peito. Isso é o que eu tenho de melhor. Não tem como mentir em uma hora dessa. Eu só tenho medo das pessoas não gostarem. Estou mostrando para ser aceito. Acho que é uma condição do ser humano. É muito perigoso a vaidade e essa coisa do ego. Antes de mais nada você tem que ter muita humildade.

A arte é o que transforma o homem.”

Março de 2000