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‘Fest Gisno de arte e cultura’ com alunos produzindo maquetes, vídeos e teatro

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: A professora Glória Teixeira está numa correria tentando organizar tudo e todos. São vários alunos. A gente está aqui no Gisno, no primeiro ‘Fest Gisno de arte e cultura’.

Glória: Eu tenho 400 alunos aproximadamente e é um resultado de um trabalho que nós realizamos agora, a finalização. Cada turma optou por vídeo, maquete ou teatro. Maquete resultado da aula de arquitetura cênica; vídeo nós trabalhamos roteiro; teatro nós trabalhamos dramaturgia; além de falar sobre elementos da encenação. Então, estamos finalizando com esse ‘Fest Gisno’.

Eduardo: A parte teatral dessa história, a parte cênica, os alunos ensaiam em sala de aula, desenvolvem os temas junto com você, como é o processo de criação?

Glória: Primeiro a gente começa fazendo com que eles compreendam a função do teatro, o fazer teatral, a importância disso. Depois eles aprendem algumas técnicas, jogos. Eles experimentam isso. E hoje também eles estão trabalhando uma coisa que eu acho complexa que é também exercício de improvisação. A gente trabalha em cima de algumas matérias de jornal, situações cotidianas, questões sociais. Aí eles debatem e vão pro palco e improvisam. Essa questão dos elementos – figurino, por exemplo, maquiagem – eles estão por conta própria. Nós temos aí hoje um assunto que é… um pai e um filho que tiveram um problema relacionado a drogas com o rapaz e o pai acabou matando esse filho sem saber que era o filho. No escuro ele achou que alguém estava invadindo o quarto do filho. A gente vai ver essa cena. Essa cena, a gente colheu no jornal já faz alguns anos… o fato dessa natureza. Então eles acharam que esse era um assunto que tinha a ver com adolescente, tinha a ver com drogas, questões sociais que eles queriam mostrar.

Eduardo: A ideia é colocar no palco a vida real?

Glória: Também. Imaginário também é real, né? O que é real, o que é imaginário? Nós fizemos adaptações de peças de domínio público pra que eles possam compreender também essa questão de direito autoral. O instrumento de trabalho do teatro é corpo, voz, emoção e sentimento. E traduzir isso numa obra de arte significa que você instantaneamente é a obra de arte.

Janeiro de 2011