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Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com Jonas Bloch e Fernanda Torres

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Jonas Bloch, ator: Esse festival, para mim, tem um significado muito grande por ser só de filmes nacionais. É um termômetro do que está acontecendo no país. Às vezes as pessoas confundem o volume de produção com o momento que está se vivendo. Esse festival tem filmes feitos há mais de um ano. Então não significa que o número de filmes apresentados represente o que está acontecendo neste momento. Agora há um número enorme de filmes sem conseguir realização porque não conseguem captar diante da crise que se vive. É necessária uma política do governo para o cinema. Nós temos feito boas produções. É só ver três vezes seguidas indicados para o prêmio de melhor filme estrangeiro no Oscar.

Como você vê a atual fase de produção do cinema brasileiro?

Fernanda Torres, atriz: Eu costumo não reclamar. Se reclama muito no cinema brasileiro. Isso é a pior propaganda que o cinema brasileiro pode ter dele mesmo. Eu costumo não ficar torcendo pelo cinema brasileiro. Eu costumo ver os filmes. Eu tenho feito e visto filmes que me tocaram muito. Adoraria ter quatro filmes por ano como esses para fazer. Acho que o cinema deveria ter filmes pequenos para ter uma rotatividade maior, uma produção maior. Eu não digo que vai bem ou mal. Eu prefiro falar de filmes que eu tenha visto e que tenham me tocado.

O que eu acho interessante de Brasília é que é uma cidade com muitos estudantes, formadora de opinião, o centro do poder aqui do lado e é uma cidade que exportou todas as bandas de rock. É uma cidade que tem um nível de cultura e fome de informação e debate muito grande. É sempre interessante um festival aqui. Tem um público jovem, interessado, perto do poder e de onde as coisas se resolvem. Parte do cinema se resolve muito politicamente e ele necessita desse tipo de auxílio. Então estão as duas pontas do que pode fortalecer o cinema, que é um público interessando e faminto de cultura e um poder público interessado e faminto de cultura.”

Dezembro de 1999