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Festival Forró Manêro com Geraldo Azevedo

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Memórias do Brasil

Descrição:

Tina: Geraldo Azevedo de um lado, pessoal da banda Forró Pra Todos do outro. As grandes estrelas da terceira noite aqui do Forró Manêro. Como que é tocar forró em Brasília para o pessoal dançar?

Geraldo Azevedo, cantor e compositor: É muito bom. Brasília é uma cidade maravilhosa porque ela absorve todo tipo de cultura. E já está na hora de absorver o Nordeste já que a maioria dos candangos vieram do Nordeste. Aqui tem uma família de nordestinos muito grande e eu acho que a música nordestina está se ampliando pelo mundo inteiro. E Brasília vai ser um celeiro, eu tenho certeza, do forró, ainda mais com a produção desses shows. Essa festa é uma coisa maravilhosa. Eu acho que é um sintoma maravilhoso para o ano 2000.

Estou vendo que agora o Brasil está valorizando essa cultura. O Brasil está resgatando a cultura brasileira, está dando valor a essa cultura. Eu acho importante. Você vê que é tanto uma juventude valorizando o forró, que é uma música de muito tempo. Você vê o próprio ‘Para Todos’, que está me acompanhando, que é uma banda do Rio de Janeiro, que já encarnou o nordeste nas suas veias.

Tina: Vocês são novos, é uma nova geração. Como é que o forró aconteceu? Bom, você é filho do Geraldo, mas como é que o forró aconteceu na vida de vocês?

Lucas Amorim, percussão: Primeiro que a gente já tinha bandas que não eram de forró. Tocavam baião, funk, de várias influências diferentes. E começou a pegar mais para o lado do forró. A gente começou a gostar mais de forró mesmo e montamos umas bandas de forró. No começo tinham pouquíssimas bandas, eram duas bandas, o Para Todos mais uma banda de amigos nossos. Começamos devagar, tocando, e quando a gente viu, o movimento no Rio cresceu bastante, agora já tem mais de 20 bandas. Foi porque o forró mesmo, a festa, a dança, a gente gosta. Forró vicia, é bom demais.

Tina: Agora me diga uma coisa. Já rolou preconceito? Porque normalmente jovem cobra do jovem rock and roll. Vocês fizeram a opção pelo forró. Rola um preconceito?

Fábio Lune, percussão: Mais ou menos. Acho que no início qualquer coisa nova que aparece tem muita gente que olha meio de lado. Mas agora, pelo contrário, acho que a juventude está buscando mesmo isso que o Geraldo falou que é a raiz, as coisas nossas do Brasil.”

Maio de 2000