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Finis Africae, uma história do rock oitentista de Brasília

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Para quem viveu os movimentados anos 80 em que os garotos de Brasília mudaram definitivamente o cenário musical do Brasil, essa temporada de shows aqui em Brasília foi especial. Depois de Plebe Rude, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, a Sala Villa Lobos está recebendo o pessoal do Finis Africae, que no ano passado esteve aqui em Brasília gravando um disco que vai virar CD e que, em breve, vai estar nas lojas. É definitivamente a volta do Finis, né?

É, pode-se dizer que é a volta. Nós vamos fazer esse show aqui lançando esse CD que só tem quatro músicas e é um aperitivo do disco que já está gravado.

É uma mistura de características de programações eletrônicas com muita distorção. Tem horas que fica mais coisa de duas guitarras, mais para pesado e tem horas que fica meio dance.

As músicas novas do Finis estão com a cara bem nova. A gente ficou esses 10 anos sem tocar juntos como banda, mas cada um com seus projetos. Nos reencontramos agora e estamos juntando essas experiências.

O Ronaldo é o único original da primeira formação. Por que bandas como vocês, como a Plebe Rude em um ponto da carreira resolveram que era hora de parar e que agora estão retomando o trabalho?

Na verdade, a gente teve um início promissor, foi subindo, lançou disco, excursionou. Toda uma trajetória de grupo de rock. Teve um momento que a cena mudou. O Brasil vive muito de modismos. Tem uma hora que é sertanejo, tem uma hora que é pagode. Teve uma hora que o rock ficou mais embaixo. Isso dá um desânimo. Você vive para o público. Se o público começa a ficar um pouco minguado as coisas não rolam. É uma coisa natural. Essa volta da gente é a prova que o público continua e que a nova geração estava carente de um rock mais trabalhado, mais melódico. Nada contra o rock porrada, mas acho que tem que ter diversidade para ter opções de escolha.

O som que vocês fazem tem uma diferença do som da Plebe, da Legião. Como se desenhou essa diferença? Vocês não eram do grupo da Colina, né?

Na verdade a gente era fã. Fui a shows da Legião, do Aborto, do Capital. E eu me espelhei neles. Para você ser um músico você não precisa estudar 10 anos. É isso que eles passavam para a gente. Vai lá e faz, mesmo sem saber tocar, que é a estética punk.

Toda vez que a gente vem a Brasília, vem uma energia muito boa. O pessoal recebe a gente muito bem.”

Março de 2000