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Flor de Babaçú, grupo de dança popular e lúdica

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Memórias do Brasil

Descrição:

Joana Abreu: as manifestações populares nascem dentro da comunidade e para a comunidade. Elas são uma brincadeira, elas não são um espetáculo, não são uma apresentação. Isso traz também para o público e para o grupo nos ensaios essa noção de que todo mundo pode dançar.

Daniel Dória: nosso trabalho começa nos nossos ensaios. Nossos ensaios são abertos. Nosso grupo tem essa proposta de tentar ao máximo que a gente conseguir, abrir para a pessoa que chegar, mostrar que é um movimento simples, a dança é simples. O que importa é a vontade de estar junto, dançando e brincando.

Anderson Formiga: a roda é boa quando as pessoas brincam com a gente. Tem dia que ninguém brinca com a gente e de repente só a gente brinca com a gente mesmo, aí a gente sai frustrado da roda.

Rívia Bandeira: a gente busca trazer para esse meio urbano a integração, a solidariedade, a comunhão. E que através das danças a gente pode praticar.

Leonardo Hernandes: cada música tem uma coreografia e as pessoas se tocam, se pegam. Tem uma série de brincadeiras que o público que está assistindo não espera. E de repente, o grupo que está dançando se vira para a plateia e começa a beliscar as pessoas. E as pessoas levam aquele susto e percebem o lúdico e começam a brincar.

Além do toque, além do dançar, as letras proporcionam um conhecimento do todo. Porque as letras não são algo estático. Conforme as coisas vão acontecendo, as pessoas vão se conhecendo, o que acontece no dia a dia, essas letras vão se transmutando e vão fazendo parte da vida das pessoas. Então a partir dali todo mundo pode se conhecer, pode brincar com o outro.

Essa tradição da festa popular dos brincantes, da brincadeira, também estimula um contato inusitado para as pessoas que vivem hoje nesse mundo tão duro. A brincadeira é completamente surpreendente. As pessoas recebem muito bem.”

Julho de 2002