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Frutas de graça pelas ruas de Brasília. É só colher e levar pra casa

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Memórias do Brasil

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Eduardo Chauvet: Agora nós temos uma dica pra você aprender a desfrutar Brasília de uma maneira simples. E o melhor: de graça. Na correria do dia a dia é difícil a gente perceber, às vezes, uma riqueza natural que está ao nosso alcance em uma árvore, em um passeio na ida e na vinda do trabalho, da escola. A gente está com o Alexandre Pimentel e ele vai ensinar pra gente a perceber mais facilmente a riqueza que a natureza oferece que são as frutas, de graça.

Alexandre: Totalmente de graça, porque você soma, agrega uma atividade física sem precedentes. A jaca é uma fruta que a gente chama de multifuncional. Você tosta a semente dela e dá uma iguaria fantástica de sabor muito agradável. Você colhe ela novinha, você passa ela na água quente, corta ela por dentro, dá pra fazer um bobó de jaca maravilhoso. Os bifinhos de jaca ficam muito gostosos, você frita na cebola… Eu conheço aqui em Brasília, aqui na Asa Norte pessoas que tem um pé de limão no fundo do quintal e pegam o carro e se deslocam lá no final da Asa Norte pra comprar refrigerante. Ou seja, é um paradoxo. Abacate é considerado uma das maiores frutas em ácidos graxos, em óleos essenciais, em proteína. Como estraga abacate aqui em Brasília. Nós temos muita manga né, que na Índia a manga é considerada fruta do pobre, no Brasil é a banana.

Nós temos aqui aquela fruta, sabe, do pato pateta, pintou o caneco, bateu na galinha… como é que é o nome da fruta? Jenipapo. Tem muito aqui. Não é só pra fazer licor, dá pra fazer um suquinho de jenipapo. Uma mangueira como essa chega a te dar no ano mais de 200 quilos de manga. Cada pé. Um pé grande como esse. Mas as pessoas jogam pedra, dão paulada, sacodem a árvore em momentos que as frutinhas tão pequenininhas. Eu vejo como um desrespeito à vida até aos animais que precisam comer. Você chega lá e detona a árvore como acontece aqui né.

Eduardo: Você sai de casa com o carrinho e volta com ele cheio.

Alexandre: Normalmente as pessoas vão no supermercado pra pagar por fruta envenenada. Eu saio pra pegar fruta orgânica de graça. Pensa bem. Eu pego em torno de 40 quilos de fruta por semana. Se multiplicar por 2 reais dá 80 reais por semana. Daria no mês 320 reais de economia.

Eduardo: 320 reais de economia por mês. E por ano a gente já pode fazer essa conta. 3800 reais já é uma passagem de ida e volta pra Buenos Aires. (risos)

Alexandre: Quase 4000 reais.

Eduardo: 4 mil reais você já foi pro nordeste curtir uma praia com um dinheiro que você não gastou porque pegou fruta na rua.

Alexandre: Eu não tinha pensado nisso.

Eduardo: Multiplica por 10 anos. São 40 mil reais. Daqui a pouco você deu entrada numa quitinete.

Alexandre: Você ficou rico por colher fruta. Existe também esse aspecto da energia vital. Quando você come frutas recém colhidas, essas frutas se chamam biogênicas. Bio, vida, gênicas, início. Então elas te dão vitalidade, elas te dão pique, te dão alegria de viver. Essa é a expressão.

Eduardo: Fica aqui a dica então. Ao invés de correr no dia a dia, chutando a fruta que está no seu caminho, de repente você podia parar, pegar, baixar, comer, levar pra casa pra fazer uma feira de graça, se alimentar com saúde e perceber um pouquinho melhor o mundo que tá ao nosso redor. Frutas de graça pelas ruas da cidade. O governo do DF estima que existam em média 5 milhões de árvores em todo o DF, sendo 30% de espécies frutíferas. Acerola, jaca, jamelão, abacate e muitas outras frutas estão espalhadas pelo DF. Tem no parque da cidade, em frente ao HRAN, nas entrequadras e até mesmo na Esplanada dos Ministérios.

Fevereiro de 2011