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Gabriel o Pensador, suas influência e seu processo de criação

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Vou cantar o pedacinho de uma música que eu tive o prazer de gravar com os Titãs nesse último disco. A música é minha e do Liminha. A gente está até cedendo os direitos pro Fome Zero. Ela fala sobre a fome e eu tive o prazer de cantar essa letra pro Lula no encontro que a gente teve em Brasília sobre pirataria de CDs. E eu acabei mostrando isso pro Lula. Vocês vão ver o porquê, eu vou cantar só um pedacinho dela.

Não sei exatamente quando começou essa vontade de contestar, de criticar mas eu acho que desde criança eu tinha algumas histórias engraçadas. Tipo com 11 anos de idade já perguntando porque teria que servir o Exército, o quê que era isso. Eu não queria servir ao Exército… já preocupado com algumas coisas assim, fazendo musiquinhas de brincadeira na escola.

Mas aí eu já estava sendo influenciado pelas músicas que eu ouvia, mesmo irônicas do Ultraje a Rigor, “a gente somos inútil” ou Renato Russo, Raul Seixas tudo que ia pintando. Não só músicas de protesto ou criticas, mas comecei a curtir música.

Eu faço rap desde que eu comecei. Foi a linguagem com a qual eu me identifiquei melhor e misturando com outras influencias. Eu já citei alguns brasileiros, não falei do samba que também me ensinou as métricas diferentes que os partideiros tem, que os rappers não tem. Moreira da Silva, do samba de breque, que acabei tendo a honra de gravar com ele uma música. Fui aprendendo umas coisas que o meu irmão que faz samba também me mostrava e ate hoje eu vou descobrindo.

Recentemente, eu comecei a misturar algumas músicas um pouco mais com o rock, coisa que eu não tinha feito muito no inicio da carreira mas são só poucas faixas. E outras já vão por outro lado. Então é muito livre o meu jeito de fazer rap.

E se deixasse eu ia querer cantar mais aqui, mas vamos ficar por hoje aqui o papo né.”

Dezembro de 2003