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Gastronomia com alunos especiais na rede pública de ensino do DF

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo: Nós estamos em uma das escolas mais antigas, mais tradicionais do DF. Que tal 48 anos de estrada? No Centro de Ensino Especial 01 de Brasília aqui na 912 sul. A professora Eliete já está aqui há muitos anos também, quase 30.

Eliete: Estou próximo de aposentar acompanhando aqui essa escola.

Eduardo: Levando culinária, gastronomia e cultura para os seus alunos?

Eliete: Isso. Nós fizemos esse projeto pensando em um aproveitamento do mercado de trabalho. E como a culinária pega uma fatia grande do mercado de trabalho nós estamos investindo nisso.

Eduardo: O que você aprendeu aqui?

Pizza, miojo, salada de fruta, bolo…

Eduardo: É bom porque trabalha, aprende com prazer e comendo né?

Eliete: E comendo! E trabalhando, e limpando, e aprendendo outras coisas, melhorando a vida. E agora eles estão cozinhando literalmente. Eles fazem tudo. Arroz, feijão, café…

Eduardo: Você fez um mingau aí?

É. Então coloca o mingau pra gente ver aí.

Eliete: Aqui a gente tenta fazer uma coisa bem próxima do que é uma escola de culinária mesmo. Usamos uniforme, elegemos sempre um pra cozinhar com uniforme de chefe. E colocamos de um jeito que fique bem prático pra eles e que eles se sintam mesmo os cozinheiros. Porque a gente acredita que se aprende fazendo. Chega de teoria nas escolas. As escolas são muito teóricas. E a gente acredita muito no fazer para aprender.

Eduardo: Existe a iniciativa de posicioná-los no mercado de trabalho? Isso é importante.

Eliete: A intenção, o objetivo é esse. Porque nossos alunos são adultos já. Que eles vão como ajudantes, ou que até em casa ajudem as famílias em casa. E torná-los mais independentes. A independência é muito importante pra todos nós.

Essa cozinha é legal.

Eduardo: Na aula o que você mais gosta?

Mais gosto de comer!

Eduardo: Muito pouca gente em casa tem ideia de que numa escola pública do DF os alunos tem uma situação tão favorável, gostosa, bacana. Gostosa ao pé da letra, né?

Eliete: Sim. Aqui é muito gostoso trabalhar. Como, aprendo com eles, eles aprendem e a gente faz um casadinho muito bom aqui. Isso é educação. É educação de fato acontecendo.

Fevereiro de 2011