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Geraldo Azevedo, suas criações e a contemporaneidade de sua obra

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Eu vejo muito notadamente o meu público se renovar sempre.

O forró é para todos e nessa época de junho então, realmente acho que é a mãe do tempo em relação a música nordestina.

Hoje é classe A, classe B, classe C, todas as idades, gerações novas, adolescentes… tudo gosta de forró, hoje em dia é um tipo de manifestação cultural que abrange todo o brasileiro e até fora do Brasil.

Eu tive a oportunidade de ir lá pra Inglaterra com a banda mostrando o trabalho e realmente existe um público hoje em dia pra forró, com reconhecimento. Coisa que antigamente só era coisa do samba e a bossa nova.

A dança afetiva também. As pessoas dançam juntinhas.

O forró hoje em dia abrange é o baião, é o côco, é o xote. E você vê com ampliação do forró, vários ritmos já entraram, tanto que tem até influências estrangeiras da música no forró.

Mas a essência mesmo fundamental é essa coisa do forró de pé de serra que é a base de tudo. Onde foi estabelecido o triângulo, a sanfona, o zabumba e da nossa geração a gente foi colocando o violão. Daqui a pouco foi acrescentando as guitarras, os teclados, os metais e a essência fundamental realmente. E os ritmos e a dança que contagia todo mundo.

Eu recebi um dom maravilhoso que é o dom de fazer música, de conviver com a música, de receber essas coisas mediúnicas. De repente, tem canções que me vem… até tenho dúvidas se fui eu que fiz mesmo.

Eu vejo as pessoas saindo dos meus shows felizes, então isso pra mim é uma coisa.. eu estou nessa passagem por essa vida, por essa terra aqui, pelo menos eu estou fazendo algo de bom para as pessoas.

Eu vejo muito notadamente o meu público se renovar sempre. Isso pra mim é muito interessante porque quando comecei a minha carreira, era assim também. Já tenho trinta e poucos anos que eu vivo na estrada e o meu público tem de 17 a 25 anos. É verdade que tem várias gerações, até crianças e pessoas da minha geração e até mais velho do que eu ouvindo a minha canção. Isso pra mim é uma coisa que me dá o maior estimulo em saber que eu estou sempre contemporâneo.”

Junho de 2003