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Gerson Meneses lança o livro Festa de fim do mundo

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Sempre pode ser o começo. É o começo para que os homens reflitam sobre a sua própria existência e passem a perceber que o mundo, na verdade, tem que ser reconstruído a cada dia e não destruído. O livro é o relato da vida de uma pequena comunidade não identificada nem no espaço nem no tempo em que as pessoas se preparam para esperar esse anunciado fim de mundo. E fica aquela dúvida. Será que o mundo, com todos esses defeitos, com todas essas coisas negativas, será que ele merece uma festa para que tenha fim? Eu acho que a mensagem mais importante é que sempre tem que existir uma esperança. O meu objetivo é exatamente fazer com que a pessoa passe a ter essa introspecção sobre esse próprio dilema da existência. Essa que é a espinha dorsal do livro.

Cultura de leitura: Eu acho que as pessoas que não tem costume de ler livros estão perdendo muito de vida e de vibração e de inteligência e de oportunidade de vida. Eu acho que é fundamental que as pessoas leiam livro não apenas para se instruir, mas também como lazer, como forma de lazer, e não apenas como utilitário. Eu acho que é uma grande lição ler um livro. A cada vez que você lê um livro você aprende coisas espetaculares. Cada cultura e cada manifestação tem que ter o seu espaço.

Vida de escritor: Eu acho que primeiro nasceu dentro de mim a função de escritor. Só que eu precisava ganhar a vida e ganhar a vida no Brasil como escritor é muito difícil e eu comecei a exercer o jornalismo. Mas às vezes o que acontece é ao contrário. As vezes o fato de ser jornalista nos impede um pouco de ser escritor porque a gente escreve tanto durante o dia e escrever um livro é sobretudo um ato de lazer. E aí você fica trabalhando escrevendo muito e na hora de descansar vai escrever de novo. Então eu tenho um amigo que diz que para ser escritor é preciso ser pipoqueiro ou fazer algum trabalho braçal, porque você fica o dia todo escrevendo e na hora de descansar vai escrever de novo. Aí você tem que encarar a literatura como algo realmente lúdico. Aí vai para frente, como foi o caso de “Festa de Fim do Mundo”.

Mensagem para o ano 2000: A mensagem que eu tenho para agora, para essa virada do ano 2000 e para a virada do milênio, que vai ser de 2000 para 2001 é que sempre haja um pouco mais de introspecção. O que eu acho que está faltando muito nas pessoas é pensar um pouco mais dentro de si, sobre tudo isso que está aí fora girando nesse mundo meio maluco que a gente está vivendo.”

Dezembro de 1999