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Hamilton de Holanda e sua história com Brasília, Rio e Paris

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Eu tenho a sorte de ter nascido em uma família musical, então o bandolim foi um presente do meu avô e acabei desde muito novinho tocando. Como eu comecei em casa, a gente formou um grupo e aí era eu, meu pai, meu irmão e o Pernambuco do Pandeiro, que é um cara das antigas e que apadrinhou de Dois de Ouro. Brasília tem uma importância muito grande nisso, porque desde quando foi inaugurada, vários músicos de choro e pessoas aficcionadas que moravam no Rio, na antiga capital, vieram morar aqui, então se criou essa cultura. E hoje Brasília é o centro mais importante de desenvolvimento, de criação do choro. Apesar de que na adolescência, como eu vivi aqui também, convivi com Capital Inicial, Plebe Rude, Paralamas, Legião. Tive até uma banda de rock. Brasília é um pouco disso, essas misturas.

E eu sou fruto dessa história. Eu ganhei um prêmio no final de 2001 que me deu uma estadia por um ano em Paris para viver, fazer o que quisesse. Então eu vivi um ano importante lá que acabei escancarando as portas para o meu trabalho lá e plantei uma coisa forte. A carreira lá fora também deslanchou bastante porque eles têm uma carência de música popular. Eles gostam muito da música brasileira, da música cubana, da música africana, do jazz. Além disso, o europeu tem uma coisa com a cultura. Eles separam no orçamento familiar coisa de 20, 30 10 por cento para eles gastarem só com cultura. Então a gente acaba entrando nessa história e tratam a gente igual jogador de futebol. Tem um carinho incrível.”

Outubro de 2004