Oops! It appears that you have disabled your Javascript. In order for you to see this page as it is meant to appear, we ask that you please re-enable your Javascript!

João Negreiros em Marcas, dança contemporânea

profile

Memórias do Brasil

Descrição:

“O espetáculo, o próprio diz, vem retratar um pouco as minhas experiências, a minha memória afetiva, e um pouco de pesquisa que eu venho fazendo ao longo desses 10 anos dentro da Companhia Alaya Dança.

Esse projeto iniciou em 98 com um produto denominado Origem, onde a diretora juntamente com a companhia proporcionou aos intérpretes-criadores criarem seus espetáculos, suas coreografias e o tema lançado foi “origem”. Então cada um fez a sua viagem, cada um foi no seu resgate, cada um na sua estrada. E a minha estrada foi essa, resgatar o meu passado, resgatar minhas memórias afetivas, as marcas que povoaram essa estrada.

Esse trabalho que eu faço é uma fusão do teatro com a dança. E a dança é primordial nesse meu falar, porque as vezes eu não verbalizo oralmente, mas eu falo com o corpo, então acho que essa interpretação que a gente faz através do corpo… eu acho que tento passar para o espectador isso, em cima de uma emoção corporal.

Prêmios: Foi super gratificante esse último agora, o APCA, que é da Associação Paulista dos Críticos de Arte como o melhor intérprete-criador. E a gente está aqui representando Brasília, representando essa classe artística, que está cada vez mais sedenta de cultura, sedenta de arte. Antes a gente foi para Uberlândia, para o Festival do Triângulo Mineiro e tiramos em primeiro lugar onde tinha mais de 60 grupos apresentando. Foi super gratificante. Esse é um dos motivos que incentivam cada vez mais o artista a continuar com seu trabalho, continuar difundindo o teatro, a dança e todas as linguagens artísticas. Isso é super incentivador.

A dança é, para mim, um dos itens que me motiva a viver porque eu acho que essa descoberta que eu fiz enquanto dançava, enquanto dançarino, enquanto ator, é muito prazeroso. Porque através do movimento eu tento falar. Os meus gestos falam por si só. Então tem até um livro “O Corpo Fala”. Você não precisa estar o tempo todo verbalizando.”

Março de 2000