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Lampião e Maria Bonita, 20 anos de casal, amor e cangaço

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Memórias do Brasil

Descrição:

“O que a gente conta no espetáculo, o diálogo, é fictício. Mas tudo que se toca, que se diz a respeito do cangaço é fruto de muito estudo, de muita pesquisa. A gente visitou a família, a filha de Lampião e Maria Bonita, a Expedita. Então a gente teve muito contato com fatos reais. Claro que muita coisa do que se conta é lenda. E a gente aqui imagina o que seria esse diálogo.

Marcos Barbosa, o nosso autor, consegue tocar em toda a trajetória desses 20 anos do casal, 20 anos de cangaço. É uma relação de amor. No espetáculo, isso é um ponto que as pessoas se emocionam muito e não deixam de salientar. Esse amor dos dois, no espetáculo, fica muito claro.

O espetáculo enfoca também o lado político de Lampião. Ele não tinha pretensão de ser político, mas ele acabou sendo. Ele acabou criando um movimento. O cangaço já existia antes de Lampião, só que ele foi o expoente mais importante do cangaço. Então se fala da violência que esse homem viveu, da perseguição, do preconceito, e também de todas as culpas que ele tinha e de todos os méritos que ele tinha também. É um ser humano.

Como é um mito que está no inconsciente coletivo de todo mundo, se existe muita coisa a respeito dele e pouca coisa escrita a respeito de Maria Bonita. Não existe muita biografia sobre ela. Existe muita coisa histórica, verdadeira, e muita coisa fantasiosa também. Então o trabalho da gente é uma coisa que não está interrompida, a gente continua estudando, pesquisando. A gente não interrompeu porque é importante.

É como se fosse uma resenha do cangaço, mas sob uma ótica muito humana, de uma mulher que já está cansada e quer sair dessa vida e que ama este homem, quer tirar ele disso. E desse homem que ama essa mulher, quer proteger ela de todos esses perigos, mas eles estão num beco sem saída já.”

Maio de 2005