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Laranja Mecânica, um clássico do cinema mundial nos palcos

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Laranja mecânica é uma peça que levanta o tema da violência. Violência que está aí fora que todo mundo sabe que está aí. Todo mundo vendo e a gente está discutindo isso no teatro através de uma obra prima que é a Laranja Mecânica. O autor conseguiu captar de uma forma bem verdadeira. Ele mostra porque que um jovem acaba violento. Primeiro porque ele tem o fogo. Depois porque esse fogo não é ele e não é apontado para lugar nenhum, então a sociedade não mostra pra ele. As instituições não conseguem mostrar pra ele pra onde guiar esse fogo dele, então a alegria dele é a destruição. Esse jovem ele vai preso e acaba sofrendo uma violência muito mais forte. Depois ele vai para um tratamento revolucionário.

A violência que a sociedade vai fazendo em cima dessas pessoas pra elas se transformarem… esse é o ponto da peça. E o ponto final depois, ainda depois de dar a volta toda, mostra que no final das contas o homem ao ficar mais velho ele não toma atitude nenhuma. Ele tinha uma coisa desse fogo na juventude, depois esse fogo esfria e ele passa a virar uma laranja mecânica.

Que o ser humano não se deixe transformar numa laranja mecânica.

O quê que é a laranja mecânica? E uma pessoa que tinha um sabor, que tinha uma vontade e isso foi tirado de dentro dela e ela virou uma máquina.

Já estamos no nosso terceiro trabalho que vem abordando sempre esse tema da violência. Esse tema social. Já fizemos False Gastrom e Trainspotting e agora com Laranja Mecânica, a gente pega pesado nesse tema da violência que tá generalizado, todo mundo passa por isso, então é um tema para todos as pessoas, todo mundo que vê vai se identificar com isso.

Eu acho que o chocante também da peça é expor a situação que todos nós estamos vivendo e que não acontece nada.

Eu estou discutindo aqui de uma forma muito séria pra mostrar que a coisa aí fora está pegando fogo, que cabe a gente discutir o assunto e tentar reverter isso.

Acho que a mensagem que o autor quer mandar mesmo é que o homem, o ser humano não se deixe transformar numa laranja mecânica, que ele defenda os seus direitos em todos os sentidos. É bom!”

Março de 2002