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Legião Urbana Especial parte 2

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: “A gente está aqui agora na Colina, na Universidade de Brasília. Quem não sabe, é um dos primeiros prédios da cidade onde o grupo de amigos se reunia, Loro Jones entre eles.

Loro Jones, ex-Capital Inicial: Eu não venho aqui há um bom tempo. Isso aqui que vocês estão vendo foi um celeiro, a alma da onda toda que aconteceu.

Phillippe Seabra, Plebe Rude: Tinha a famosa “tchurma”, que ele chamava. Na verdade era uma turma que frequentava a Colina, filhos de professores da UnB. Era legal, era um bom colega. Era mais velho, extremamente culto, mas não era essa coisa de todo mundo ir para a casa dele e ficar lendo Nietzsche.”

Loro Jones: Fazia as pernoitadas ali nas árvores. É onde a gente se comunicava, reclamava do pai, da mãe e de todos os grilos. E era uma época militar, de regime militar. Parecia que aqui era o nosso mundinho, protegido. Aqui era um mundo totalmente diferente. Quando a gente voltava para o Plano, porque a gente não considerava isso aqui como Plano Piloto, a forma de expressar tudo que a gente construía aqui era através da música.

Phillippe Seabra, Plebe Rude: A gente tem saudade dessa época, da inocência. Eu sinto muita falta disso quando eu vejo algumas turminhas com pessoal de banda. Porque no fundo o cara acha que aparecer no Porão do Rock vai salvar a vida dele. Ele apresenta um CD demo e fala “nossa música de trabalho”. Ele já está com aquela coisa do business, já imaginando um clipe. Por isso que o rock não é mais o mesmo. Está meio chato.

Loro Jones: A gente não tinha espaço. A gente tinha que fazer os espaços. A gente pegava uma tomada, plugava e tocava no meio da calçada. Tocava aqui de baixo. E aí deixou de ser uma coisa só para amigos e foi formando um público legal

Trecho – Renato Russo:

“Por exemplo, aqui em Brasília, certamente existe uma característica que une, que pode ser percebida como um ponto de ligação, entre o Finis Africae, O Elite Sofisticada, o Arte no Escuro, o Capital Inicial, o Plebe Rude, a gente e as bandas da turma. Tem uma ligação”

Dinho Ouro Preto, Capital Inicial: Acho que a banda mais importante dos anos 80 foi o Legião, dos anos 90 é o Raimundos. Tudo me leva a crer que a terceira geração Brasília também vai ser o berço de bandas muito importantes. Daqui a pouco você já pode falar da tradição do rock brasiliense.

Phillippe Seabra: Onde é que Legião encaixa nisso tudo? Se fosse em qualquer outro lugar não teria acontecido. Brasília foi uma coisa muito especial para isso. Acho que foi essa forçação de barra de todas as culturas de todos os lugares do mundo que Brasília faz e mais o tédio, que meio que forçava. Aí você alia isso a alguns músicos e letristas brilhantes. Então se está aí até hoje, é por um motivo.

Trecho – Dado Villa-Lobos, guitarrista da Legião Urbana:

“Qualquer momento da Legião Urbana foi um momento especial. Está guardado dentro do coração e é inesquecível e marcante.”

Maio de 2005