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Lobão detona as gravadoras, defende a independência e o som autoral

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Duvidem sempre! Eu tentei! Ó! Eu juro que eu tentei, mas eu não me enquadrei. Passei o que, 15, 16, 17 anos. Desde o primeiro disco. Eu não conseguia, era indexado. Quebrava toda gravadora. Saía da gravadora. Eles são muito burros. Sabe, não gostam de música. E é muito esquisito.

Depois quando veio aquele negócio da pirataria, eu fiquei puto… porque pirataria é gravadora que faz quando numera disco, sobrefatura. Faz um contrato que é uma p… na b… do artista. Tem muita gente se virando, independentemente. Tem gente que inclusive acha a coisa mais careta do mundo a gravadora. Eu torço para que isso vingue. Que exista um universo paralelo e que quem quer ser Back Street Boys vai pra gravadora. E quem quer fazer coisa criativa, vai fazer seu disco em outro lugar. Porque é impossível ser feliz numa gravadora.

Eu odeio rock! Eu odeio rock! Eu nunca fiz, eu nunca fiz, eu nunca fiz rock! Eu estou falando sério, eu faço Música Popular Brasileira. Se eu fizesse rock seria um b… mole. Seria um submisso cultural. Eu traio o rock. E corrompo, perverto a MPB. Essa é a minha diversão. Se não fosse assim, eu seria um cara banal como tantos outros.

Eu nunca fiz, eu nunca fiz, eu nunca fiz rock!

Fiz um disco numerado, independente, lindo, luxuoso, barato, com p… distribuição. Não toca no rádio. Já vendi cem mil cópias. Tô aqui fechando o festival, não é um vexame? É um vexame para as gravadoras! Saber da nossa competência constrange o mercadão. Era a nossa meta, estamos felizes porque não estamos aqui reclamando recalcados. Estamos aqui nos rejubilando, inclusive com nossos antagonistas prenhos de amor, prenhos de perdão, cheio de beijinhos para dar.”

Junho de 2001