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Luiz Caldas um dos precursores do axé music parte 2

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Eu adoro música, eu respiro música 24 horas. Como eu disse, eu comecei com música aos 7 anos de idade. E até hoje eu trabalho com ela, nunca parei. Muita gente diz “você fez sucesso e sumiu”. Ali foi uma fase da minha vida como tantas outras que passaram. Foi muito interessante.

Eu estou pensando no futuro e o que eu tenho feito é música. Eu montei um estúdio em minha casa. Não gravo mais discos, não quero nada com gravadora. Eu trabalho para mim. Hoje eu ganho muito mais assim. E de uma forma muito legal e muito mais honesta.

Eu coloquei um site direcionado a música. Porque eu passei um ano respondendo e-mails de garotos e garotas querendo saber algo de música e não encontravam na internet. Aí eu coloquei um dicionário musical, uma verdadeira biblioteca musical. Tem um dicionário de A a Z de música. Tem a história da música clássica desde 1445 até 1900 e pouco. É uma coisa bem completa. Tem a história da MPB, tem a história do samba, história da capoeira, tem luteria, que é a arte de fazer instrumentos. O que você quiser saber sobre música, você encontra no meu site.

Além disso, eu coloquei as minhas músicas. Eu estou liberando, junto às gravadoras, os direitos, para que não tenha nada errado quanto a pirataria. Você ouve um trechinho de cada música, escolhe 14 faixas, uma opção entre 5 capas, faz o pedido e recebe o disco em casa, autografado e com o seu nome como diretor artístico, já que você escolheu o repertório. É uma forma inédita de vender música no mundo e fica barato porque cada disco vai sair por 15 reais. 14 reais pelas músicas e 1 real pela capa.

Eu acho que o CD, quando dizem “está caro”. Não está caro. O brasileiro é que ganha mal. O salário é baixo. Então se você for olhar um cara que ganha um salário mínimo, para ele comprar um CD é um absurdo, realmente o CD vai ficar caro. Eu acho que o poder aquisitivo é que está aquém do que vale um CD.

A verdade me emociona muito porque a gente vive num movimento musical hoje em dia, em que as gravadoras só pensam em números. Em vender. Se você vê um cara que tem talento, ele não tem espaço, não dão direito de ele mostrar o que ele tem. Quando eu encontro um artista nato, que faz o seu trabalho com o coração, isso me emociona.

Para mim é uma honra estar aqui. Ser convidado para o participar do Clube do Choro é uma honra sem tamanho. Poder pisar no mesmo palco onde Hermeto Pascoal, Armandinho Macedo, e tantos outros artistas maravilhosos puderam tocar. Eu poder fazer esse show lá para mim é uma honra muito grande. Eu só tenho a agradecer.”

Setembro de 2004