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Lya Luft, a vida, o drama da existência humana, os relacionamentos, família

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Memórias do Brasil

Descrição:

“O meu tema principal é a vida, o drama da existência humana, a dificuldade no convívio, os relacionamentos, sobretudo na família, relacionamentos amorosos, a descoberta do nosso próprio valor, a questão ética no trabalho e no convívio. E também o mistério de tudo. A gente é mergulhado em um mistério que a gente não entende bem, que por outro lado também dá um certo tom de encantamento, de magia, de beleza.

E eu transito e conto essas histórias em diversos gêneros. E, para mim, é natural. Quando eu estou com vontade de escrever um romance ou quando me surgem personagens, eu invento umas historias em geral neuróticas, grandes conflitos, porque eu acho essa parte interessante para trabalhar romance.

O “Para não dizer adeus” é um livro de poesia, acho que meu quarto ou quinto livro de poesia. Eu falo um bocado sobre a morte, sobre a vida. Um poema é dedicado à minha mãe quando ela fez 90 anos. Outro, observando as crianças da minha casa, essa coisa estranha de como a criança vive o mundo. Alguns são poemas de amor e alguns são mais de filosofia de vida.

Durante todos esses anos eu continuo escrevendo de vez em quando um poema, dois ou mais. Até que, de repente, eu me dou conta: “Poxa, eu tenho 60 poemas, daria para fazer um livro”. E aí eu começo a trabalhar.
Começo com um poema que fala em dizer adeus e termino com o “Para não dizer adeus”. Eu gosto muito dessa coisa de trabalhar com as palavras e depois de estruturar um livro. Eu fico muito feliz quando estou escrevendo.

Eu espero que as pessoas gostem e encontrem no “Para não dizer adeus” a mesma escritora dos romances, a mesma escritora do “Perdas e ganhos”, porque no fundo é sempre a mesma pessoa que escreve e a maior gratificação que a literatura me trouxe é esse contato muito carinhoso com as pessoas.

Os meus livros não são bonzinhos, eles são livros de questionamentos, dúvidas, espantos, medos, preocupações com a vida humana, a nossa sociedade etc. É muito bom partilhar isso com tanta gente.”

Junho de 2005