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MacBeth, a poesia de Shakespeare, sua luta universal e eterna

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Memórias do Brasil

Descrição:

“O que tem de bom no Macbeth do Shakespeare é a própria poesia do Shakespeare. É a capacidade que tinha esse autor de desvendar a alma humana e de atingir o outro, o público abrindo o ser de uma forma poética e tão profunda.

Macbeth é um guerreiro brilhante, muito fiel ao rei da Escócia e, depois de voltar de uma batalha, onde ele é um herói, um vencedor, ele tem um encontro com uma bruxa misteriosa que faz três predições. E uma delas diz que ele viria a ser rei um dia. Isso acende em Macbeth um desejo, uma ambição muito grande de chegar imediatamente a essa posição. Ele conta isso a sua esposa, que é mais ambiciosa que ele, e ela o vai empurrar a conceber e a executar o crime.

A partir daí uma engrenagem diabólica e sanguinária se coloca em marcha. Ele começa a ser prisioneiro dos próprios crimes, culminando com a morte.

Tem que se dizer que nunca foi montado, como se fosse a primeira vez.

A atualidade do Shakespeare é universal e eterna, porque é aquilo que se encontra dentro do ser humano. É a luta de um homem com seus próprios valores, com seus atos, com o mundo obscuro e palpável das forças ocultas.
Entrar em contato com Shakespeare é sempre uma experiência enriquecedora.

Acho que é um dos papéis do teatro fazer com que as pessoas saiam modificadas. Então a gente tenta juntar a poesia do texto à poesia da cena esperando que a gente possa fazer como um livro, que a gente abre e saem esses personagens que, para nós, como é teatro, tem que ser personagens de sonho. Personagens que a gente só pode encontrar no teatro. Que não são aqueles que a gente encontra na vida. Eles são maiores, mais bonitos, mais poéticos. Acho que é isso que a gente procurou.”

Fevereiro de 2005