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Madame Satã com Lázaro Ramos. Um mito da lenda urbana carioca

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Se ele não era negro, ele era homossexual ou ele era analfabeto, ele era pobre. O mais curioso disso é que ele nunca se deixou desrespeitar por nenhuma dessas coisas assim, acho que tem um exemplo de cidadania, claro que ele era um cara super violento. Mas acho que era a única arma que ele tinha pra se fazer respeitar era através da violência que era que ele exercia. Como o corpo dele era um exímio capoeirista e famoso por ser muito brigão por nunca levar desaforo pra casa.

É um filme sobre um personagem mítico da lenda carioca, da lenda urbana carioca. Era um personagem que sempre se impôs com muito respeito, era um personagem que tinha muita dignidade.

Acho que a coisa mais bacana dele é que ele era um teimoso em ser feliz. Ele era tão delicado quanto uma madame, quanto uma mulher refinada e tal e tão endiabrado quanto um satanás. Quer dizer, eu acho que tem uma contradição que está ali no nome que representa muito bem o personagem e chama a atenção das pessoas

O filme não é a biografia dele, quer dizer que em nenhum momento eu tentei contar onde é que ele nasceu, como é que ele cresceu, se ele casou ou não, onde é que ele morreu e tal. O filme é realmente um ano na vida do personagem, uma tentativa de você poder compartilhar das experiências do personagem, do cotidiano dele, mais do que tentar contar a história do mito. É como seu eu tivesse feito um filme que é sobre uma pessoa que não sabia que ia virar mito e um dia virou mito.

Não percam a oportunidade de ver esse personagem que é tão importante pra cultura brasileira tão quanto Mauá, Xangô e Chatô.”

Dezembro de 2002