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Mary Poppings com Daniela Amorim e a magia do ballet

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Mary Poppings fala muito desse lado da criança. É uma família muito rígida, muito rigorosa. E as crianças nunca se adaptavam com as babás, porque eram babás rigorosas. Até o dia em que elas encontraram uma babá que mexia com a imaginação delas. E aos poucos, os pais e as pessoas que estão em volta começam a entrar também nessa brincadeira.

Eu comecei em Brasília mesmo, sou daqui. E fui pro Rio de Janeiro quando eu tinha 16 anos. Com 2 anos no Rio eu entrei para o corpo de baile do Municipal e fiquei lá por 12 anos. Depois eu resolvi voltar para Brasília. E aí comecei a dar aula, trabalhar por aqui e acabei montando a minha escola e tem quatro anos que eu estou com a minha escola. A formação da academia é basicamente o clássico e o jazz. E é um trabalho predominantemente com as crianças. E meu objetivo nunca foi dar aula. Quando me perguntavam se eu queria montar uma escola, uma academia, se eu queria dar aula, eu não queria. Meu objetivo foi sempre de dançar. E quando eu resolvi parar de dançar, porque eu tive que parar, eu comecei a dar aula, comecei a gostar, e fui desenvolvendo.

Realmente é muito gostoso. Você criar uma história, você jogar isso para as crianças e o que elas acham e como se comportam porque elas começam a entrar na história e muitas vezes elas começam a desenvolver o personagem que elas estão fazendo sem você ter que detalhar demais. Você só passa para elas a ideia e elas começam a te dar o retorno. Quando eu comecei a trabalhar, eu nem pegava crianças de 3 anos porque eu achava que “não, não tem nada a ver, muito pequena”. Mas aos poucos você vai vendo que você pode trabalhar direcionada para elas, na linguagem delas, de uma forma lúdica, mas que tem a resposta, tem o desenvolvimento, elas vão assimilando aquele trabalho, aquele comportamento. E vão começando a participar da aula automaticamente e aí começam a ganhar técnica e vão automaticamente se concentrando e realmente aprendendo o trabalho de ballet.”

Março de 2005