Minha vida em suas mãos, um filme de Maria Zilda

profile

Memórias do Brasil

Descrição:

Maria Zilda: Ahhh! Quero essa força aqui ó! Lá do fundo da terra. (a atriz abraça uma árvore bem forte!)

Eduardo Chauvet: Minha vida em suas mãos, um filme de Maria Zilda, produtora e protagonista. É muito mais que um filme, um sonho realizado né, Maria Zilda? Missão cumprida.

Maria Zilda: É! Eu acho que agora é missão cumprida. Porque essa coisa da espiritualidade que eu sou muito ligada. Eu acredito em destino. E eu acredito na reencarnação. Acredito que a gente está aqui de passagem. E que vai voltar, com outro nome, de outra forma. Então eu ficava muito preocupada com essa pendência na minha vida. Eu dizia: “Gente, eu não posso morrer sem fazer esse filme.”

A história é essa da… é… é uma, passa se no Rio de Janeiro, né. O pano de fundo é a violência urbana né. Não pode falar numa grande cidade hoje em dia sem falar em desemprego, recessão, estresse, violência. E é véspera de um feriadão, então nós temos os dois personagens que é o Antônio…
E de outro lado a gente tem a Júlia, que é uma professora universitária…
Então a gente tem esse encontro dos dois.
Ele fugindo de um assalto no qual ele se envolveu.

Eu acredito em destino!
Então quando eu li esse roteiro, eu achei que esse roteiro tinha tudo, né. Porque tem uma história de amor, tem o sexo porque você não pode falar de paixão sem falar de sexo. Mas tratado de uma forma muito delicada que se vê o filme. Muito elegante.

Eu não posso de deixar de dizer que eu estou muito orgulhosa. Porque é muito difícil fazer um filme. Eu costumo dizer que esse filme foi um filme muito abençoado. E que eu não canso de agradecer a Deus e aos mestres.

É bom, Eduardo, o público saber como funciona a coisa do exibidor. Porque o exibidor no Brasil, é… agora, anteontem que o presidente sancionou a lei, né, sobre o mínimo de exibição de filmes brasileiros nos cinemas. Mas o que acontece é assim, eles botam o filme lá. Se na primeira semana a média de público não corresponde ao que eles querem, eles tiram o filme. Então a convocação que eu faço, que é uma intimação, é, vá ver na primeira semana.

Então assim, o que eu preciso agora é essa prova de amor de volta, né, quem gosta do meu trabalho, na televisão ou no teatro, no cinema. Tem que ir lá ver, porque com certeza vai gostar. Isso eu garanto. Beijo!”

Maio de 2001