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Natiruts, muito além do reggae com dub, MPB, rock e mais

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Desde o primeiro disco, a gente já tem uma tendência de não rotular o som. No primeiro disco tem uma influência brasileira. Todos os discos têm, mas o primeiro foi meio sem querer, foi bem espontâneo. O segundo, a gente direcionou mais para a MPB. O terceiro, a gente botou uns elementos de rock e dub também, alguns efeitos, aquelas coisas de delay e reverb. A gente não quer o roots como um rótulo. A gente não quer ter que tocar como o jamaicano ou ter que tocar como fulano de tal. A gente quer procurar pegar as influências de cada um e deixarem elas ocorrerem naturalmente nos discos.

A onda desse quarto disco foi deixar fluir. A gente entrou no estúdio, gravou tudo ao vivo, não preparou muito o disco. A gente ensaiou acho que um mês. E deixamos as influências, brasileiras principalmente, tomarem conta do nosso som. Acho que é por isso que dá essa riqueza. A estrada faz a gente amadurecer muito. As gravações nos estúdios que a gente pegou aí do primeiro, segundo, terceiro, quarto disco. Os produtores, tanto o Tom quanto o Liminha.

Enfim, a gente cresce muito, a gente se cobra muito. O reggae já tem uma tendência meio underground mesmo né. Ele teve aquele boom e tal, que fez surgir várias bandas em várias partes do Brasil. Por isso que para as bandas hoje em dia se manterem no mercado, elas tem que ter uma qualidade bastante boa porque o público está conhecendo bastante sobre o reggae, tanto jamaicano quanto as bandas locais. O público de reggae vai aos shows independente se você está na mídia ou não.

Se você faz um bom trabalho, sempre vai ter um público cativo.”

Abril de 2003