Oops! It appears that you have disabled your Javascript. In order for you to see this page as it is meant to appear, we ask that you please re-enable your Javascript!

Nenhum de Nós, o sucesso Camila e muito mais

profile

Memórias do Brasil

Descrição:

Carlos Stein: Eu sou Carlos, sou um dos guitarristas.
João Vicenti: Sou Vicenti, sou gaiteiro e tecladista.
Sady Hömrich: Sady, baterista.
Veco Marques: Sou Veco, violão e guitarra

Sady: Como podem estar vendo, nós somos quatro e a banda é um quinteto. Com o Thedy, que não está aqui agora, formamos um quinteto que começou lá nos anos 80. Em 87, a gente gravou um disco com uma música chamada “Camila” que fez sucesso em todo o Brasil. A partir daí, começou uma sequência de discos e de músicas que nos trouxeram até o século XXI, mais precisamente 2005, onde a gente vai estar lançando em breve o nosso 11° disco chamado “Pequeno Universo”.

Veco: É difícil a gente resumir uma carreira de 20 anos em um disco. Eu acho que ele aponta vários novos caminhos da banda. A retomada. Depois de dois anos, a gente voltar a pegar as guitarras de novo. Houve uma transição do acústico para o elétrico, é clima novo, é cenário novo, show novo. A temática também está apontando para um novo caminho. Na verdade, a gente acaba sendo um cronista das nossas próprias histórias. A gente vai envelhecendo e vai aprendendo a escrever sobre isso. O amadurecimento musical da banda também. Eu acho que tudo é um somatório das coisas. É difícil resumir em um trabalho só, mas eu acho que é mais um degrau na carreira do “Nenhum de Nós”.

Carlos: A banda não mudou, a gente continua fazendo mais ou menos dentro da mesma linguagem, a nossa música. E eu acho que a gente está fazendo uma música cada vez melhor. A gente foi aprendendo com o tempo. Mas acho que a mídia mudou muito. Eu acho que, naquela época, contava muito a capacidade do músico em contar uma boa história. Hoje é indiscutível que o sistema se “profissionalizou” bastante. Mas isso não é uma coisa ruim, porque eu acho que, de certa forma, o nosso público está muito mais qualificado. Eu acho que hoje em dia as pessoas que gostam do “Nenhum de Nós” são muito mais sinceras e tem uma relação muito mais legal com a banda. Naquela época, a gente tinha um público que se identificava muito mais com os programas nos quais a gente aparecia do que necessariamente com a musicalidade da banda. Eles gostavam de uma única música ou de determinado momento da banda. Hoje em dia, a gente sente que a relação é outra e eu acho que é muito mais legal.

Veco: Eu acho legal que a gente consiga fazer com a nossa música uma coisa que não seja adaptada, que você tenha que tocar para o público dos surfistas, ou dos reggaeiros, ou pela temática. Na verdade, essa universalidade de uma banda gaúcha é o que faz com que a gente se mantenha na estrada tanto tempo.

Carlos: “Nenhum de nós” é uma banda que já tem quase 20 anos de estrada. Há dois anos atrás comemoramos o nosso milésimo show. A gente já tem uma história, uma trajetória que, por si só, já prova isso. Porque a gente nem sempre teve uma história de sucesso. Houve momentos que a gente tinha muita presença de mídia e público. Isso oscilou bastante durante a nossa carreira. A única coisa que não oscilou de verdade foi a nossa vontade de continuar com a banda, de fazer a nossa música. Isso nunca mudou.

Sady: É uma corporação que é a nossa história de vida. E a gente tem muita vontade de continuar fazendo isso. E não vai ser uma gravadora mal-intencionada ou uma mídia desfocada que vai fazer a gente repensar isso.”

Julho de 2005