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O ator Ribamar Araújo na ‘Expoxenti’ com a presença do lendário bumba-meu-boi de Seu Teodoro

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Memórias do Brasil

Descrição:

Ribamar Araújo: Galera, a gente tá aqui na Expoxenti, tá me entendendo? A gente tá com uma celebridade aqui dentro muito legal, o Seu Teodoro. A galera começou a comer no camarim, o pessoal do Bumba Meu Boi. Eles vão levar um susto porque eu acho que eles não imaginavam que eu ia invadir. A galera já tá comendo aqui, a galera do bumba-meu-boi do Seu Teodoro, olha lá. Olha lá a galera que representa São Luís, não é isso, Seu Teodoro?

Seu Teodoro: Representa Brasília!

Ribamar Araújo: Mas o senhor veio de São Luís?

Seu Teodoro: Não, eu vim do Rio de Janeiro pra cá, mas a gente fazia um Boi no Rio de Janeiro pra matar a saudade da terra e aqui começamos a fazer em 1963 e estamos até hoje.

Ribamar Araújo: E agora me diz uma coisa, o senhor, que é uma celebridade. E o nosso Flamengo?

Seu Teodoro: O Flamengo tá dando uma chance para os mais fracos porque eles vão falando mal do Flamengo porque não puderam ser Flamengo. Entre dez pessoas, seis são Flamengo declarado, dois são em caso escondido e dois querem ser mas não podem.

Ribamar Araújo: Vocês estão vendo? Essa é a verdade do Flamengo, meu povo. Olha aqui, vamos ver o que ela tá comendo aqui. O que tá comendo?

Senhora: Doce de caju.

Ribamar Araújo: Delícia?

Senhora: Delicioso!

Ribamar Araújo: E a senhora é de onde?

Senhora: Eu sou do Piauí, mas me criei em São Luís do Maranhão.

Ribamar Araújo: Come farinha d’água?

Senhora: E muito!

Ribamar Araújo: Guaraná Jesus?

Senhora: Também.

Ribamar Araújo: Ô delícia! Eu também adoro. O que você tá comendo aí?

Moça: Arroz doce.

Ribamar Araújo: Tá bom?

Moça: Ótimo.

Ribamar Araújo: Qual o seu nome?

Moça: Juliana.

Ribamar Araújo: Manda um beijo pra alguém, Juliana.

Juliana: Um beijo pra minha mãe!

Ribamar Araújo: Olha, tem uma moça ali super concentrada. Edilaine! Êee, peguei! Tá animada pro lelezão?

Edilaine: tá muito animado, né?

Ribamar Araújo: É, tá muito quente. Eu to suando igual uma vaca.

Edilaine: Eu também, eu também, mas não como uma vaca. Como uma gatinha peluda.

Ribamar Araújo: Ela não é boba, nem nada. Eu to igual a uma vaca, eu to uma vaca. Obrigado, minha querida. A gente vai dar uma voltinha, vou comer uma buchada, pode deixar. Uma buchada, imagina. Uma delícia. Daqui a pouco vocês vão me ver numa transformação numa coisa muito bizarra, pior que qualquer coisa feia do planeta. Tudo bem com o senhor?

Senhor: Tudo bem.

Ribamar Araújo: Tá gostoso o caju?

Senhor: Tá ótimo.

Ribamar Araújo: O senhor nasceu aonde?

Senhor: São Luís.

Ribamar Araújo: Todo mundo nasceu em São Luís, lógico. Não ia nascer na Escócia!

Seu Teodoro: Eu nasci na principal cidade do estado do Maranhão, São Vicente de Ferrer.

Ribamar Araújo: Capital, não vem com essa palhaçada não! Vem não! O Flamengo é show, né?

Seu Teodoro: Flamengo, Sampaio Corrêia do Maranhão, Unidos de Sobradinho, Mangueira, são as três coisas que são universais.

Ribamar Araújo: Isso é a palavra de um mestre! Bem, olha só, eu to suando a valer porque tá muito quente. Aqui tá uma mistureba porque assim, né, você transpira porque tem a mandioca, aí depois tem uma buchada, aí depois tem um sarapatel, é uma loucura ali. E daqui a pouco vocês vão ver a coisa mais horrível, mas antes eu vou pedir uma coisa: Sílvio Santos, Hebe Camargo, Ratinho, Adriane Galisteu, Eduardo Chauvet, esse microfone é muito velho. Não é mais esse. Esse aqui é da época do Bozo! Eu quero aquele grandão, da Ana Paula Padrão. Esse aqui não tá dando mais não, gente!

Novembro de 2005