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O ator Ribamar Araújo na ‘Expoxenti’ com sua personagem Vitória Virgínia

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Memórias do Brasil

Descrição:

Ribamar Araújo: Oi, eu espero que vocês já tenham almoçado. É o seguinte, eu estou assim… não, eu não vou começar uma nova carreira não. É uma personagem que eu tenho que é a Vitória Virgínia. Enquanto o meu amigo Similião está lá fazendo sua peça no CCB, eu tenho que me vestir porque vou fazer um show antes do show da estrela, que é o Zé Ramalho. E aí vão me colocar ali, estou me transformando em Vitória Virgínia. Então essa pagação de mico aqui, pra um ator você sabe como é. A gente faz o que a gente faz e o que não faz pelo Programa Alternativo e pelas pessoas… e o microfone só que tem que mudar, tá? Mas agora vocês vão ver, vão começar a observar a transformação desta pessoa em uma macaca! Planeta dos Macacos, Zira!

Olha só, vocês vão ver, mulherada, pra vocês entenderem como é que eu passo blush. Vocês tem que aprender, nada de comprar coisa cara. Primeiro, pega o batom de segunda, tá? Aquele que já tá lá há doze anos, acabou a validade. Aí você faz assim, ó. Fez? Lembra, quem tem mais de trinta lembra de uma novela chamada Dancin’ Days, Joana Fomm e Sônia Braga. Olha aí, ó! Pronto, olha só! Olha aí, que espetáculo. Sensacional, apesar de estar suando, mas olha só que detalhe. Espetáculo, com delicadeza você consegue qualquer coisa. Aqui está o trabalho final deste ser humano e agora eu sou Vitória Virgínia, colega.

Vitória Virgínia: Hoje não sou mais Ribamar não, quem tá aqui agora é Vitória Virgínia, tá gostando? Eu adoro, colega. Eu moro lá no Parque Vai, é. Eu venci na vida, vendendo dindim. Eu tenho um pouco de cecê, só um pouquinho, e por isso eu passo o leite de rosas. Não adianta outra coisa pra mim, só isso. Molha no chumaço de algodão e passa no teu cecê, colega. É ótimo! Olha, um beijão pra todo mundo. Chauvet, te adoro, colega! Te acho assim um gostosão! Gente, não pode chover. Sério, não pode chover. O meu cabelo é escovado e hoje ele balança, eu não preciso me preocupar. Quando a umidade vem, o cabelo vira um Black Power e não tem água que entre. Fica gotinha de orvalho, colega. Então tá bom, beijão pra vocês, viu?

Colega, olha só, tu vai ver o camarim da estrela maior. Vem cá rapidinho, ele não está aqui, mas a gente vai escondido pra ver. Vem cá, vem cá! Vamos ver o que ele vai comer. Corre, colega! Corre, senão a gente tá lascada, olha só! Come frutinha, come não-sei-o-que, a estrela maior come tudo. No Nordeste não tem nada disso, colega. Vamos ver aqui, corre! Indaiá, Coca-Cola Light, lá também não tem essas coisas pra gente. No máximo, uma água muito quente. Olha o sofá, sofazão de couro, pera aí. Ave Ramalho, sentei antes de tu! Brigado, colega! Agora vem ver o nosso, olha só o nosso. Olha que tristeza, colega. Tem nada, colega. O patêzinho… olha o patê da gente. Pelamordedeus, não faz propaganda! Isso é só pra você ver o que a gente passa. Eu vou embora. Beijo!

Novembro de 2005