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O equilíbrio da natureza, da terra e a desconexão das pessoas com o meio

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Memórias do Brasil

Descrição:

Fernando Gramaccini: A sociedade tem que se envolver nessa discussão dos meios de produção. Propor soluções, pensar em formas de novos produtos que não poluam. É uma hora de mobilização geral. Eu diria que isso é muito técnico, mas eu digo primeiramente que teria a importância de uma mudança de consciência.

Marco Aurélio Bilibio: É claro que exige não só uma revisão político-econômica mas também uma revisão de algumas crenças nossas, ou seja, do nosso jeito de olhar a natureza. E uma das crenças que nós temos é a de que existimos nós aqui e a natureza. Como se nós não fôssemos natureza. Isso pode parecer banal de ser falado, mas na verdade essa desconexão está muito profunda no sentimento das pessoas, da nossa sociedade. Porque se você vai ver sociedades centradas na terra, sociedades mais antigas, eles não fazem essa diferença. Não dá para separar o homem e a natureza. O homem faz parte da natureza. É preciso um pouco mais de agilidade, um pouco mais de vontade política para resolver as nossas questões. Alguns países estão andando muito na frente. Por exemplo, a Alemanha faz um trabalho muito interessante. Mas nós no Brasil caminhamos num ritmo que me parece ser insuficiente para a demanda de mudanças que nós precisamos ter. É preciso fazer uma revisão dos meios de olhar, dos meios de sentir, dos meios de se relacionar com o mundo natural. Por que é que nós criamos uma sociedade que vira inimiga do seu ambiente? Que ao invés de estar em harmonia com ele, trava relações disfuncionais com o ambiente…

Primeiro é se engajar dentro das suas possibilidades, nas suas políticas, em medidas do governo. Dar a sua colaboração, sua opinião. Fazer a sua parte por pequena que seja. Não é só economizar água, mas evitar medidas que levem a aquecimento global. Enfim, estar atento a uma possibilidade de mudanças climáticas extremas que podem vir.

Não é possível viver sem um ambiente equilibrado. Não se vive sem um meio natural equilibrado.

Maio de 2010