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O espetáculo “Há vagas para moças de fino trato” da Cia Teatral Barraco da Maria

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: Abandonada pelo marido, Gertrudes teve que criar uma nova forma de se sustentar. A solução veio através do aluguel de vagas para moças em sua própria casa. Atualmente ela conta com duas inquilinas: Madalena e Lúcia. A relação entre as três personagens é o tema do espetáculo “Há vagas para moças de fino trato”, da companhia teatral Barraco da Maria.

Gertrudes tem uma personalidade muito centrada, muito rígida, muito sofrida. Ela não é uma senhora, ela é uma mulher envelhecida. Tem a Madalena, que ama a vida, que sai, que não dá satisfações, que irrita muito a Gertrudes, com certeza. E tem a Lúcia, que é sonhadora, delicada, frágil. E isso, dentro de um espaço onde acontece essa história toda, que é muito sufocante porque elas se tratam com carinho até certo ponto. Depois elas começam a se agredir. As pessoas que ficam aqui pertinho, elas se sentem muito participantes dessa história porque a gente passa por isso pelo menos uma vez na vida: se sentindo sufocada dentro de um ambiente convivendo com pessoas bem diferentes.

A primeira diferença que tem no espetáculo é onde o público fica. A gente tentou colocar o máximo possível ele dentro dessa casa. Então não existe um distanciamento entre plateia e o palco. Na verdade não existe nem palco. É uma casa onde a gente vive e as pessoas estão muito próximas da gente. Não existe uma interação, a gente não tem nada com a plateia, mas eles estão muito dentro da casa. As pessoas acabam vivendo um pouco da vida alheia. Porque é como se você estivesse em uma casa de uma pessoa que você não conhece e você começa a viver aquilo ali, apesar de você não poder interagir.

É uma tragicomédia, na verdade. Você acaba rindo das situações normais do dia a dia, que você mesmo podia estar passando por isso ou vir a passar por isso.

Agosto de 2005