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O eterno Sérgio Britto em “Longa jornada de um dia adentro”

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: Esse é o último fim de semana pra você assistir o espetáculo “Longa jornada de um dia noite adentro” em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil. Hoje, amanhã e sábado a partir das 21 horas. No domingo às 20h.

Sérgio Britto, ator: A peça é a história de um autor que teve a coragem de escrever sobre sua família, sobre o drama que ele viveu com essa família. Como a família se agredia, como a família se atacava, como havia problemas terríveis. A mãe morfinômana, os homens todos da família bebendo muito, sendo que um dos filhos era um alcoólatra declarado. Vivia em bordéis, vivia alcoólatra.

Cleyde Yáconis, atriz: Atualmente, nessa luta contra o tóxico dessa juventude, eu acho que até determinado ponto você consegue escapar, mas quando, há 30 anos, esta mulher se pica, se droga para fugir da realidade que ela não aceita… a realidade deste casamento, essa vida pobre, essa vida miserável com este homem avarento com os filhos… que são pessoas intelectualmente fantásticas, inteligentes, sensíveis, mas que não produzem nada. São fracassados. É uma família que se ama mas é uma família muito triste, muito trágica. Eles tem os destinos muito trágicos.

Sérgio: Quando eu estou representando eu me lembro sempre de quantas famílias eu conheço. Que não são americanas, que não tem problemas tão graves como esses têm. Tem problemas, mas menos graves, mas parecidos. A família é um problema em si. É um problema necessário.

Cleyde: Aquilo que é bom, aquilo de literariamente, aquilo que humanamente, aquilo que é teatro em primeiro lugar é isso. É você ter a possibilidade de mostrar para o povo um grande texto, um grande autor.

Sérgio: Ir ao teatro e ser machucado é bom, faz parte da vida. Lembra um pouco… Porque às vezes o artifício de tapear a vida aí não adianta muito não. A vida tá aí. É como essa peça mostra. Eu acho que quem gosta de teatro, quem gosta de se emocionar, quem liga a palavra diversão à se encontrar com alguma coisa que mexe com ele, tem obrigação de ver “A longa Jornada…”. De quinta a domingo. Quinta, sexta e sábado `as 21h e domingo às 20h.

Outubro de 2002