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O filme “Avatar” e a divindade indiana de Brahma. Quando você rompe um fio da teia da vida…

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Memórias do Brasil

Descrição:

Entrevista com Osvaldo Condé, escritor e teósofo

“Àqueles que ainda não assistiram, nós naturalmente recomendamos a versão em 3D porque é a versão definitiva. Foram criadas câmeras especiais para a produção do filme que levou mais de 4 anos, enquanto Titanic demorou 2 anos para ser produzido.

Avatar é o nome da manifestação do segundo aspecto da divindade indiana de Brahma. Na Índia, Deus é dividido em três partes. Aqui a gente tem pai, filho e espírito santo. Na Índia você tem Brahma, que cria o universo, Vishnu, que mantém o universo funcionando e Shiva, que destrói para Brahma reconstruir. Um avatar é uma manifestação, uma emanação de Vishnu, o segundo aspecto da divindade indiana. Segundo os indianos, vieram à terra até agora nove avatares. Um deles é Krishna que, por acaso ou por sincronicidade, é azul tal qual o Na’vi do planeta pandora.

Eu acho peculiar que os Na’vi tenham a pele azul. Krishna tem a pele azul. Mas sem dúvida alguma a maior influência nos Na’vi, que são os nativos de Pandora, são os índios norte-americanos.

O enredo do filme trata da invasão de um planeta chamado Pandora muito distante da terra. Os humanos vão até esse planeta para extrair um mineral precioso em termos energéticos. Ao chegar nesse planeta eles encontram uma civilização chamada Na’vi. O Cameron contratou linguistas para criar uma língua própria para os Na’vi. Não me admiraria nada que essa língua tivesse algum elemento indígena dos índios norte-americanos porque os Na’vi tem um comportamento em relação ao planeta, idêntico ao dos índios norte-americanos antes da ocupação dos cowboys, dos homens brancos.

O aspecto filosófico do filme deve ser destacado. Mostra um planeta, Pandora, que é como a Terra deveria ser. Os nativos de Pandora vivem em absoluta harmonia com a natureza. Ao longo do filme você vai percebendo que os nativos, através de uma de suas tranças tem uma capacidade neural, vamos dizer assim, de se interconectar com os animais de forma que os Na’vi transmitem diretamente, de mente a mente, do humano para o animal, as suas ordens ou comandos. Dessa forma eles conseguem montar e cavalgar os cavalos, os dragões voadores de Pandora.

Se você ler a carta do Chefe Seattle, se você ler os trabalhos de Alce Negro, famoso xamã norte-americano, você vai perceber que os Na’vi são, na verdade, os índios norte-americanos transplantados para o espaço. A linguagem é a mesma.

O que você fizer à terra, isso mesmo acontecerá contigo. Do jeito que você tratar a terra, você será tratado. Não é a vingança de Gaia, são os desacertos humanos. Os Na’vi vivem integrados na teia da vida. E quando você rompe um fio da teia da vida, você rompe a vida.

Fevereiro de 2010