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O ‘Manual de redação’ da escritora Dad Squarisi

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Memórias do Brasil

Descrição:

O ‘Manual de redação’ é um livro que padroniza os procedimentos dos Associados (Diários Associados). São 13 jornais que funcionam mais ou menos como agência de notícias. Se há um fato que acontece em Belo Horizonte, a gente tem o Estado de Minas lá que nos manda informação. Aqui de Brasília o Correio manda pra Pernambuco, manda pra Natal, manda pra São Luiz, manda pra Minas, manda pro Rio. Então, se há a possibilidade de harmonizar as formas de uso de itálicos, negritos, entrevistas, travessões, aspas, maiúsculas e minúsculas, dá muito menos trabalho na hora do fechamento.

Tem outra preocupação de prestar socorro aos redatores na hora de fechar o jornal. Então se surgem dúvidas… é “à medida” que ou “na medida em que”? “De encontro” ou “ao encontro”? “Eu adequo”, existe?

Essas dúvidas rápidas que a pessoa está no fechamento, não tem tempo a perder, não tem pra quem perguntar… porque se perguntar pro colega vai dizer “não tenho certeza, acho que é assim mas não tenho certeza”, a dúvida fica. Então o manual tem um SOS gramatical que responde as dúvidas principais.

Tem também uma parte de estilo. Como tornar seu texto melhor, mais atraente, mais interessante, mais bonito, mais charmoso? São regras simples que, aqueles que precisam, podem utilizá-las e melhorar o estilo.

Além disso tem 12 anexos. Anexo de chavões, anexo de modismos, anexo de pleonasmos, anexo com todos os países, com todos os estados brasileiros, com informações básicas.

Quem escreve, tem sempre dúvidas. Quem escreve, quer escrever pra ser entendido. Quem escreve, tem dúvidas a toda hora, gramaticais. “Dei um pontapé inicial”, isso aí é chavão? Aí eu vou lá no anexo de chavões “é, é chavão”. Já foi usado tantas vezes que perde o frescor. Como substituir esse chavão?

“Manter a mesma”. Manter só pode ser a mesma. “Países do mundo”. Não há entrevistado que não fale em países do mundo. Todos os países são do mundo. Então também tem essa coisa de você ser econômico na sua linguagem. A economia respeita o leitor. O leitor não tem muito tempo a perder. Então se a gente pode ser sintético e dar o recado com menos palavras de forma interessante, sedutora e agradável, melhor.

Escrever é habilidade. É como nadar, datilografar, saltar. Quanto mais se pratica, melhor se faz. 99% de transpiração e 1% de inspiração.

Março de 2006