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O Museu Nacional da República e a exposição “Entre Séculos” com arte brasileira

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: O Programa Alternativo de hoje está sendo gravado aqui no Museu Nacional da República, bem no coração da cidade e de fácil acesso, bem pertinho da rodoviária. A gente gostaria de agradecer muito ao Wagner Barja por ter autorizado a utilização do espaço.

Aqui com a gente Glênio Lima. Nós o convidamos para que possamos falar da exposição que está em cartaz que se chama “Entre Séculos”. São acervos públicos do Distrito Federal. Aqui no mezanino, a gente montou um set de gravação, como vocês podem ver, e é pra lá que a gente vai agora para poder fazer essa entrevista com um artista plástico aqui da cidade com muitos anos de trajetória e história.

Glênio Lima: Essa exposição surgiu com uma ideia do presidente Lula. Que fossem reunidos os acervos públicos de Brasília. Eles estão basicamente escondidos nos gabinetes, nas salas dos políticos, ministros. É uma maneira democrática de você mostrar ao público aquilo que todo mundo sabe que tem mas ninguém consegue ver. São grandes obras da arte brasileira aqui na Esplanada, no Banco Central, Caixa Econômica, na cidade de Brasília, no MAB e no próprio acervo do Museu Nacional.

Eduardo Chauvet: Glênio, nós temos aqui artistas de Brasília e artistas fora de Brasília, inclusive de outras épocas também, né?

Glênio: É, porque a ideia da exposição é fazer uma espécie de teia onde a arte brasileira pudesse estabelecer relações culturais e históricas. Então você tem desde a referência da colonização brasileira, a importância do índio na nossa cultura, o negro… e os artistas que lidaram com essas possibilidades de arte.

Eduardo Chauvet: Cita pra gente alguns dos artistas que nós temos aqui nessa exposição.

Glênio: No período modernista a gente tem todas as representações importantes como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, alguns artistas do final do modernismo como Valentin, que trabalhou a questão do negro. Depois temos a parte mais contemporânea. Temos Nuno Ramos, temos Amílcar de Castro. Eu diria que até um estudo antropológico da arte brasileira porque você tem uma coisa de um caldeirão.

Além das obras a gente tem o show de arquitetura do prédio que é muito interessante. Muita gente vem aqui só para ver a arquitetura de Oscar Niemeyer. Eu acho que o museu teve um grande ganho nos últimos anos de se tornar um museu. Porque era um prédio sem nenhuma identidade. Aos poucos foram sendo construídas possibilidades de grandes exposições. E essa exposição a gente demonstra que é possível você fazer qualquer tipo de mostra no museu de uma forma muito elegante e com qualidade.

Janeiro de 2010