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O Museu Nacional da República em Brasília. A casa do povo sempre com entrada franca

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: Vocês que tem assistido o Programa Alternativo ultimamente têm visto que nós temos gravado sempre aqui no Museu Nacional da República. Um espaço no coração da cidade, aberto ao público de terça a domingo com entrada franca e com exposições bastante interessantes. Uma casa aberta ao público propriamente dita, não é Wagner? Ele é o diretor do museu e tem desenvolvido um belo trabalho. Parabéns inclusive por essa exposição, a Semicírculo. O museu é a casa do povo?

Wagner: Esse é o esquema. O museu tem que ser a casa do povo. Tem que se relacionar com a sociedade de uma maneira verdadeira, franca e aberta. Então a gente oferece ao público uma programação cultural, artística e científica também com pitadas educacionais que podem fazer desse museu, um museu de arte contemporânea.

Eduardo: E você tem tido uma visitação bastante expressiva.

Wagner: Sem dúvida. Desde que nós entramos aqui, isso vai fazer três anos, a gente teve um impacto de público que ultrapassou o número de habitantes de Brasília. Eu acho que a gente vai chegar à marca de dois milhões e quinhentos mil usuários até o cinquentenário.

“Semicírculo” se refere ao semi século. Houve um círculo e agora um semicírculo. Essa aqui com 85 artistas é pra comemorar o cinquentenário. E a gente está mostrando que essa gente bronzeada de Brasília tem seu valor. Eles responderam às provocações e lançaram em suas obras um olhar crítico sobre a cidade em questões culturais e políticas. Eu acho isso muito interessante.

Renato Matos: É um trabalho que me inspirei no acontecido em Salvador, que eles encontraram, após o carnaval, uma poluição muito grande de latas de cerveja no mar, na praia.

Eduardo: E aqueles instrumentos ali, tudo criação sua também?

Renato: São esculturas sonoras, são esculturas acústicas. Vou avisar para a galera também que eu vou tocar a convite da Zélia Duncan, Daniela Mercury e a Janete Dornellas. Me convidaram para cantar uma música que todo mundo conhece que é “Um telefone é muito pouco” na Esplanada dos Ministérios. Aguardo todo mundo de noite, dia 21 de abril.

Wagner: Eu fiquei muito impactado e surpreso com a produção da cidade. Ela amadureceu. Essa produção que a gente vê aqui pode estar presente em qualquer lugar do mundo.

Abril de 2010