Oops! It appears that you have disabled your Javascript. In order for you to see this page as it is meant to appear, we ask that you please re-enable your Javascript!

O projeto “Educandarte” como inclusão social na rede pública de ensino

profile

Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: Nós estamos no Centro Educacional 06 em Taguatinga Norte. Aqui com a gente o professor de português José Luiz Silva. Ele é responsável pelo ‘Educandarte’. São projetos que visam tirar o aluno daquela mesmice, daquela coisa de sempre, que já vem sendo trazida há anos. Inovação com educação de qualidade?

José: Isso. O nosso intuito é a questão da inclusão social. O aluno está inserido em todas as modalidades da escola, em especial na questão da arte. Então a gente tem trabalhado essa mistura, essa fusão da educação com o ensino especial na arte. A gente tem toda uma pesquisa. A gente faz um laboratório pra ver o que atende ao que o aluno precisa ser trabalhado. A gente buscou na música… a gente achou a vertente mais prática pra estar unindo todos esses focos pra poder trabalhar com o aluno. E é muito legal isso pra gente, principalmente pra eles, porque eles fazem parte de todas as atividades da escola. Quebra toda a questão da dificuldade. Às vezes, até a questão da dificuldade física. Nosso foco número 1, a vertente número 1 é a cidadania. O exercício da cidadania do aluno proporcionado pela escola. Então o aluno está integrado dentro da classe comum, com os outros alunos, sem nenhuma diferenciação. Nós temos uma sala, que é a sala de suporte, que a gente chama de ‘sala de recursos multifuncionais’. A gente tenta minimizar ou quebrar essas barreiras da deficiência dele. A gente tem essa visão muito humanística aqui dentro. A gente acaba se apegando muito aos meninos, e quando a gente vê o final de uma apresentação, um cadeirante dançando, é muito legal e a gente vê que a barreira quebrou.

O nosso trabalho sem a parceria da família não acontece. Então é muito importante esse envolvimento da família. E graças a Deus, no nosso trabalho, a família participa mesmo.

O projeto não se resume apenas à dança. A gente tem todo um conceito de protagonismo juvenil pra que esses meninos realmente se empoderem, que possam ser protagonistas da própria vida. E a gente percebe que a auto-estima é muito importante, é relevante, é a base de tudo isso.

Bom, no começo eu fiquei um pouquinho tímido, retraído. Eu vi que isso ajuda com que quebre preconceitos, que todos nós somos iguais. Isso me ajudou muito a desenvolver até mesmo pra conversar com as pessoas. Eu aprendo comigo e com os outros ao meu redor. Consegui vencer mais uma barreira. É claro que existem outras barreiras a serem vencidas, mas essa foi uma coisa que eu consegui superar.

Eu acredito no potencial do jovem, acredito que o jovem realmente é o futuro do nosso país. A gente tem que investir aí.

Julho de 2010