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O projeto interdisciplinar “Sankofa, igualdade étnico-racial” na rede pública do DF

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Memórias do Brasil

Descrição:

Eduardo Chauvet: A professora Elidete é coordenadora do projeto “Sankofa – igualdade étnico-racial” aqui do Centro de Ensino Médio de Taguatinga Norte desde 2005 e leva até os alunos muitos dos aspectos interdisciplinares da cultura negra, uma cultura tão forte na cultura brasileira.

Elidete: Justamente. É um estudo que visa mudar a visão de mundo do aluno à respeito da África anterior à chegada dos europeus.

“Você vê a África e não vê só a imagem ruim, a imagem da pobreza, da seca. A gente vê a outra imagem da África, que vem a imagem da beleza. Existe o lado positivo também.”

“Na sala de aula aprendemos que a África não foi importante para a História, aprendemos que o continente africano só foi importante para a escravidão”.

Elidete: Essa Lei 10.639 é de 2003 que instituiu a obrigatoriedade do ensino da África, dos afro-brasileiros nas escolas públicas e particulares de todo o Brasil e em todos os níveis.

A temática é inserida nas aulas dos diversos componentes curriculares e além disso nós temos as atividades extra-classe. Teatro, participação dos alunos em fóruns, palestras com as embaixadas dos países africanos. A bienal estuda a arte africana… Uma outra atividade que chama muita atenção dos alunos é o concurso ‘Beleza Negra’. Qual é o objetivo desse concurso? Ampliar o conceito de beleza. Mostra que pra ser belo não precisa ser branco, alto, de olhos azuis somente. Não estamos dizendo que essas pessoas não são belas, mas que também há um outro tipo de beleza que precisa ser valorizada.

“Muita gente criticou a minha participação no concurso por eu ter olhos claros, cabelos claros, mas a intenção do concurso é justamente isso, aceitar e valorizar as etnias negras das famílias brasileiras. Minha mãe é negra e o meu pai é branco. Foi uma experiência muito gratificante pra mim por aceitar essa minha etnia negra e também por quebrar um pouco o tabu do preconceito com relação a isso.”

“A gente vai falar muito também de tambor, porque tambor simboliza muito a cultura africana. A dança, o ritmo. Muita animação, alegria que eles proporcionam.”

“É importante que se aceite as diferenças de etnia na formação das famílias brasileiras.”

Junho de 2010