Oops! It appears that you have disabled your Javascript. In order for you to see this page as it is meant to appear, we ask that you please re-enable your Javascript!

Oficina Blues e as raízes do gênero

profile

Memórias do Brasil

Descrição:

“Tudo começou com um power trio. E essa história do Bemol com o blues em Brasília, ele é até considerado embaixador do blues aqui em Brasília. Ele fazia parte de uma banda chamada Filial Blues Band. E eles começaram com esse power trio, na sequência me convidaram e a gente tocou em todos os lugares possíveis, eles saíram…

Um jornalista botou essa história aí de embaixador do blues. “Brasília se despede do embaixador do blues”. Eu até agradeço, é uma maravilha isso, afinal de contas elogios todos querem.

O próprio Bemol indicou o Cleves, o Pedro, o Gustavo… A gente continuou. Nos shows a gente obviamente toca os clássicos, o pessoal pede. Mas a gente estava sentindo uma necessidade de fazer um trabalho que tivesse também a nossa raiz. A gente bebeu na fonte, obviamente, de blues, mas a gente é brasileiro, a gente ouve samba, a gente ouve Chico Buarque, Barão Vermelho. A gente tem várias referências que a gente estava legal e que a gente estava a fim de fazer a nossa história, a nossa característica. Botar a nossa assinatura também. E aí o Bemol, voltando em 95, reassumiu e desde então a gente está com essa formação.

O blues, pelo que eu sei, começou nos Estados Unidos e foi uma questão mesmo dos escravos. Eles se comunicavam nas plantações cantando. Eles trocavam ideias e a coisa surgiu assim. Depois, foi apanhada pelo branco e virou rock and roll, virou jazz, virou milhões de coisas. Mas o blues é deles. Agora, como tudo que é bom, todo mundo quer. Todo mundo aproveita, faz e curte em cima, saem outras coisas diferentes e tal.
Na atualidade, blues mesmo, quem está curtindo eu acho que é o brasileiro.

A nossa proposta inicial era fazer realmente uma engrenagem, pegar as peças soltas do blues que nós temos no Brasil, porque a música brasileira está cheia de blues.

Eu acredito que o que o Oficina tem de mais interessante é o feeling, essa coisa de curtir o momento, saber improvisar. De repente, surge uma música que não estava no meio do show, a gente resolve tocar uma coisa e dali surge a melhor música do show. Essa coisa improvisada que eu acho que é o mais forte do blues e do Oficina.

Eu quero é fama, eu quero o que todo mundo quer.”

Março de 2000