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Olga, um filme de Jayme Monjardim. Vida e morte da ativista

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Olga é uma história muito forte de uma grande mulher. Eu acho que Olga faz parte dessas mulheres que fizeram a história da humanidade. Olga é uma história de intolerância. Olga é uma história que de alguma maneira, todas as mulheres do mundo terão um pouquinho dessa história. Ela de alguma maneira reflete um pouco o sentimento de todas as mulheres do mundo. É uma história muito emocionante.

O que foi a proposta? Foi trabalhar com o lado humano da Olga, não só o lado político, o contexto político do país naquela época, mas sim trabalhar o lado humano, a mulher. A mulher que se descobriu primeiro uma grande ativista, depois se descobriu apaixonada e depois se descobriu o ser mãe, são tantos sentimentos que durante o filme a Olga vai descobrindo aos poucos. A grande protagonista desse filme é a própria história da Olga.

Ela nasceu na Alemanha. Ela aos 15 anos já fazia parte do partido. Ela já era uma líder naquela época, ela recebe um grande treinamento militar e a partir desse treinamento militar ela está apta a fazer uma, digamos assim, uma encomenda do partido comunista que era trazer ao Brasil um grande líder que era o Luis Carlos Prestes. Então ela se torna nesse momento, a responsável pelo Prestes. Durante a viagem de 6 meses, que foi a viagem que eles precisavam para despistar praticamente todas as autoridades, as policias de todos os países que estavam procurando os dois, eles chegam ao Brasil. O Prestes faz uma tentativa de golpe militar no país, o Prestes acaba fracassando.

Os dois se apaixonam durante essa viagem, são separados. A Olga vai para uma prisão. Se descobre grávida. O Prestes vai para uma prisão e a Olga é deportada pelo Getulio Vargas. Até que a Olga tem o parto, nasce a filha Anita que lhe é tirada depois. Até que o estado alemão resolve mandar os primeiros grupos pra câmara de gás e Olga morre na câmara de gás nas primeiras prisioneiras que foram levadas a câmara na Alemanha.

É uma história que realmente faz com que a gente repense a vida, repense as coisas.

Eu acho que a gente está num momento muito especial do cinema brasileiro. Então vale a pena ver o nosso cinema, vale a pena ir ao cinema e ver grandes produções nacionais.”

Agosto de 2004