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Ópera Carmem com o maestro Silvio Barbato e a cantora lírica Celine Imbert

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Memórias do Brasil

Descrição:

“Como você acha que as pessoas receberam o espetáculo Carmem? – Juscelino trouxe a capital física e política para Brasília. Nós vamos trazer a capital cultural para a nossa cidade de Brasília. Nós vamos continuar com a primeira audição mundial da obra Alzira, que vai ser em forma de concerto e depois voltamos para a grandiosidade dos cenários de La Boheme. Terminamos a temporada com a ópera Alma, do maestro Cláudio Santoro, que dá o nome ao nosso Teatro Nacional.

Eu acho que a gente abre um mercado de trabalho para o artista brasileiro e para a música brasileira. Em duas semanas, vamos tocar a sinfonia dos 500 anos do maestro Jorge Antunes e vamos ter um concerto completamente dedicado à música do Egberto Gismonti.

A música erudita ultrapassa as pequenices do ser humano. Ela transcende no palco. Ela transcende num esforço que não é amplificado como o rock and roll mas ela usa esse esforço humano, acústico enorme, o corpo dos cantores que ressoa sem microfones. Eu acho que esse é o poder da música erudita. Ela trabalha cada músculo, cada ressonador. Cada olhar se transforma em uma transcendência humana.

O palco é a minha vida. É a minha forma de expressão. É o momento em que eu posso colocar toda a minha força, toda a energia que eu tenho aqui dentro. Para mim, não importa que ópera eu esteja cantando. A obra que eu estou cantando naquele momento é o máximo que eu posso ter naquele momento e ali eu me doo completamente. A gente sempre tem que ter paixão por aquilo que a gente faz. Estar no palco é um momento de paixão.”

Março de 2004