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Ópera, manifestação cultural e os espetáculos populares

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Memórias do Brasil

Descrição:

Leonardo Páscoa, barítono:
“Você tem todo um processo emocional, eu sempre oro antes de entrar no palco e acredito que todos os colegas façam isso, e essa curtição antes de entrar em cena é maravilhosa, nada paga isso.”

Inácio de Nonno, barítono:
“É uma sensação de poder que a gente tem. Abre o pano e o mundo olhando pra cara da gente. É uma sensação de que a gente está dominando aquilo e ao mesmo tempo dá um frio na espinha que não é fácil, porque enfrentar aquela galera, aquela orquestra, luz, aquilo tudo à sua volta e você não poder titubear não é brincadeira. Mas com o tempo a gente vai adquirindo experiência e segurança pra fazer isso.”

Ednaldo da Silva, cantor:
“A ópera é pra quem realmente não tem medo. A música clássica é pra quem não tem medo, porque tem um espírito de aventureiro, você tem que encontrar outro mundo, uma mágica nos tempos de hoje. Porque é isso que a ópera é: fazer você sonhar através da música.”

Asta Rose Alcaide, coordenadora geral da ópera:
“Ópera é apenas uma manifestação cultural muito sofisticada do mais alto nível e que enriquece qualquer pessoa que venha ver espetáculos de ópera.”

Leonardo Páscoa:
“Quanto mais óperas tiver em Brasília, melhor, porque o público precisa conhecer a beleza da ópera, a facilidade que é assistir uma ópera, a emoção que é assistir uma ópera. Eu acho que quanto mais tiver aqui, mais o povo vai gostar.”

Inácio de Nonno:
“É um espetáculo extremamente popular. As pessoas desavisadas que acham que ópera é uma coisa elitista e não é. Ópera é que nem futebol: quando a cantora dá um agudo bonito todo mundo grita e bate palma, quando não gostam vaiam, mandam pra casa. A apresentação de uma ópera desse tamanho, um trabalho desse tamanho, representa uma maneira de informar as pessoas que de existe esse tipo de trabalho aqui em Brasília.”

Sílvio Barbato, maestro e diretor musical:
“Essa integração do público está acontecendo e eu vejo pessoas que realmente nunca vieram a uma ópera perderem o medo. Claro que é ajudado muito pela legenda, quando você está lendo ali o que está acontecendo você basicamente entra mais no enredo.”

Asta Rose Alcaide:
“Uma parte do público ainda não está bem habituada à vivência com a ópera e não sabe, por exemplo, que na ópera a gente aplaude as árias, aplaude sempre que gosta. Os artistas esperam por isso, faz parte da ópera.”

Sílvio Barbato:
“Isso é muito importante porque, ao contrário de um concerto sinfônico, está valendo você aplaudir. A ópera aqui em Brasília já é uma realidade, não precisa ter esse mito do Teatro Nacional. É o Teatro Nacional, mas é o teatro da nossa comunidade, a orquestra da nossa comunidade. Todos os nossos concertos da Orquestra Sinfônica são de graça, nós só temos feito realmente um pagamento mínimo em relação às óperas, mas todos os nossos concertos são de graça. Então venham, acompanhem na imprensa, a orquestra é de vocês.”

Outubro de 2001