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Os atores Ribamar Araújo e Similião Aurélio na Feira Central da Ceilândia parte 3

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Memórias do Brasil

Descrição:

Nós temos pimenta, alho, pato, galinha, tudo falante. É impressionante aqui, melhor que o Sítio do Pica-pau Amarelo. Bora!
No início aqui tem roupa, roupa, melhor que o Parkshopping, tudo. Qualquer shopping não chega aos pés daqui. Então… eu quero uma bermuda! Qual o seu nome?
Meu nome é Fátima.
Ê, Fátima! Fátima não quer mostrar nada não. Bora, Simila!
Na verdade, as comidas daqui tem essência que, como é próximo das lanchonetes, das comidas, aí você pode comprar blusas com cheiro de mocotó, tem com cheiro de bode, cabrito, uma loucura. Olha só!
Shortinho pequeno sabor cabeça de carneiro muito bom, muito bom. A essência é boa.
E aqui?
Aqui blusa branca sabor sebo de cachorro.
Bora, bora.
Aqui nós temos maçãs, laranja, aqui é normal. Tem hora que a coisa vira X-Men, bizarro mesmo. Ó, aqui continua legal, você conhece, né? Mexerica, maçã, tomate italiano, maracujá. Tem um momento que a coisa fica, assim, você não sabe o que é. Pera aí.
Nós temos aqui algumas especiarias bem especiais como, por exemplo, nós temos por aqui açafrão caipira, todas aquelas ervas especiais. A gente roda o Plano Piloto pra encontrar, aqui na Feira da Ceilândia tem. Isso é raríssimo, ein. Tempero de três, de dois reais, de um real… isso é imperdível. Isso no Plano Piloto custaria dez, quinze reais. Aqui é baratíssimo.
Vamos ver mais? As pimentas! Grandes pimentas. Quanto que tá o copinho da pimenta?
Um real!
O copinho de qualquer pimenta, somente um real. O que mais só se encontra aqui?
Encontra tudo que você quiser. Garrafada pra qualquer tipo de inflamação, romã, alho, tempero pra peixe, galinha, cebolinha pra gripe, xaropes, o que você queria mais?
Gente, aqui tá uma loucura. É o seguinte, aqui parece um ônibus coletivo mega lotado. Aqui é a hora da sobremesa. Você que come demais, deu aquela bebidinha show…
Você come melancia?
Oi? Olha aí, então, então… olha o senhor aqui. Essa melancia tá docinha?
Aqui é cheio de grão, ó. A gente tem feijão, feijão, feijão, feij… cara, esse feijão aqui veio da Indonésia. Feijão, feijão, feijão, feijão, feijão. Qual o nome desse feijão?
Isso aqui é fava, me lasquei! Quanto tá a carambola?
Quatro reais o quilo.
Quatro reais o quilo? Muito barato! Olha só, e essas pimentas aqui sensacionais?
Um real o copo.
Um real o copo? Mas vem cá, se eu colocar isso aqui [coloca a carambola no copo], já é um real?
Não, completa com o resto.
Pronto? Um real, pode colocar um real aqui, vamos colocar alho, põe tudo aí. Olha que espetáculo, a carambola fica uma delícia. Fica uma salada de fruta, um espetáculo.
Tem um totem aqui, preciso conversar com esse totem. O senhor é o dono da banca?
Agora to sendo.
O senhor é daonde?
Eu sou do Ceará.
E a gente tem outras coisas. Carne seca, língua, bucho, não é buchada? A senhora vende buchada aqui?
[Incompreensível]
A senhora vende buchada?
[Incompreensível]
O pessoal fala árabe aqui também… Tudo bem?
Tudo!
Quanto é que tá a banana?
Dois e três.
Tá barato?
Não.
Mas a senhora frequenta a feira.
Frequento, demais. Todo domingo!
A senhora gosta de comer o que aqui na feira?
Sarapatel, bucho, depende.
Eu, Ribamar Araújo.
E eu, Similião Aurélio, tivemos o prazer de passar o dia inteiro aqui nesta feira imperdível. Feira Central da Ceilândia.
Isso!

Agosto de 2005