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Os cineastas Vladimir Carvalho e Manfredo Caldas lançam “Barra 68, Sem Perder a Ternura”

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Memórias do Brasil

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Eduardo Chauvet: Falando em cinema, isso aqui que nós estamos vendo é uma verdadeira mobilização social.

Vladimir Carvalho: Nós nos lançamos quase que numa campanha política em busca do popular, em busca da massa popular, em busca do povo.

Eduardo: Manfredo Caldas, Vladimir Carvalho estão com o documentário Barra 68 em cartaz. Uma convocação para que a população saiba por que o ano de 68 não terminou?

Manfredo Caldas: Exatamente isso. ‘Barra 68, sem perder a ternura’. É um filme que resgata a própria história do país, a história da UnB que tem tudo a ver com a história do país. A tentativa de destruir um sonho. Um sonho de criar uma universidade avançada, talvez não escolástica, um sonho de um ensino avançado.

Vladimir: Primeiro que é parte da história de Brasília. Essa comunidade de Brasília foi mobilizada em 68. Missas, passeatas. Os pais, os mestres, lutando para liberar a universidade dessas correntes da ditadura militar. Presos num campo de basquete na Universidade de Brasília, 500 alunos.

Então, o que nós fizemos foi resgatar desde o momento em que Darcy Ribeiro pensa em criar, concebe a Universidade de Brasília, inspirado inclusive nas ideias de Anísio Teixeira, que as coisas começaram a mudar nesse país.

Darcy Ribeiro: Não queriam aqui nem indústria nem universidade. Então tive que atuar muito junto ao presidente.

Vladimir: Este é um filme sobre ’68 em Brasília. Mas o sentimento é o mesmo. No Rio… o sentimento nacional que perpassava naquele momento em todo o país. Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre. Os estudantes, os intelectuais, os trabalhadores sofreram essa pressão. Então a gente quer devolver isso. Devolver essa memória à população. Eu quero convocar todos ao Cine Brasília na 107 para assistir o Barra 68, ao Píer 21 no Cinemark, sala 04. Espero que todos apareçam e compareçam para assistir ‘Barra 68, Sem Perder a Ternura’.

Maio de 2001